Legenda
A 21ª edição da Semana Nacional dos Museus, organizada pelo Instituto Brasileiro de Museus - IBRAM, teve como propósito principal refletir sobre a importância dos museus na promoção da saúde mental, educação ambiental e inclusão social. Entre os dias 16 e 18 de maio, o Museu Afro-Brasil-Sul convidou a população por meio do seminário "Música e Negritude: Arte, Força e Resistência".
No decorrer desses dias, o MABSul concentrou suas atividades na valorização dos benefícios proporcionados pela música durante tempos de pandemia, e ainda, seu impacto positivo na saúde mental, ao mesmo tempo em que contribui para a preservação cultural. No dia 18, encerrando nosso seminário, ocorreu o “Dia das Vivências - Patrimônios do Sul - A música negra na cultura brasileira”.
Entre os convidados do evento, um deles divertiu mais a criançada: o Grupo Voluntário Samba e Sorriso, vinculado ao Hospital Universitário São Francisco de Paula desde 2018. Fundado por um grupo de sambistas da cidade de Pelotas, liderados pelo saudoso Gilmar Pereira, o grupo apresentou seu projeto à equipe diretiva do hospital naquele ano. Após a aprovação, passou a atuar na instituição todas as quartas-feiras à noite e aos sábados à tarde, levando alegria e muito samba para a comunidade hospitalar.
O grupo, composto por oito integrantes, era sempre aguardado com entusiasmo. Eles se organizavam de forma a garantir apresentações regulares, conciliando seus compromissos de trabalho e a música. Com a chegada da pandemia, compreenderam a necessidade de seguir as orientações e de se resguardar. Após um período de espera, decidiram retornar com participações mais restritas, atuando apenas uma vez a cada 15 dias. Mesmo com essa limitação, continuaram levando o samba para acalentar os dias da comunidade hospitalar.
Ver um sorriso no rosto das pessoas ao ouvirem a música traz uma alegria indescritível. O grupo acredita que essa emoção enche de felicidade o coração de quem participa. Além das apresentações regulares no hospital, o Grupo Samba e Sorriso também participa de momentos especiais, como aniversários e outros eventos para os quais são convidados. O grupo permanece aberto a quem quiser participar, bastando procurá-los e trazer muito amor e música. Para eles, a musicoterapia é uma forma de amor.