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Fernanda Fersula apresentando sua história de vida
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Documento
Metadados
Miniatura
Número de registro
0954
Estado
Rio Grande do Sul
Cidade
Pelotas
Nome do objeto
Fernanda Fersula apresentando sua história de vida
Legenda
Fernanda Fersula apresentando sua história de vida
Técnica
Nato Digital
Sim
Coleção
Histórico/contexto
No mês de agosto de 2023, estudantes matriculados no Curso de Licenciatura em Artes Visuais da UFPel organizaram o evento 'Agosto Negro - Arte, Educação e Informação', como parte do conteúdo da disciplina 'Arte e Cultura Afro-brasileira'. Sob a supervisão da professora Rosemar Lemos, o evento englobou uma programação completa de palestras e apresentações que abordaram temas relevantes, ressaltando a importância da cultura afro-brasileira e sua interligação com o universo tecnológico. No dia 15 desse mês teve a palestra com o nome “A Resistência Negra e as Organizações Associativas”. Os convidados para o dia contribuíram para o tema com pautas importantíssimas, como o racismo estrutural, o machismo e pensamentos colonialistas, como influenciam na cultura brasileira e como amenizar tais comportamentos populares. O museólogo Matheus Cruz e a publicitária Fernanda Fersula . Entre vitrines, documentos e histórias silenciadas, Matheus Cruz construiu uma trajetória dedicada à preservação da memória e à valorização do patrimônio cultural. Doutor em Sociologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), mestre em Memória Social e Patrimônio Cultural e graduado em Museologia pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Matheus não apenas estuda o passado — ele o torna acessível, vivo e relevante. Desde 2012, atua como museólogo no Museu do Doce da UFPel, onde transforma o cotidiano em narrativa e o açúcar em símbolo de identidade. Seu trabalho vai além das paredes do museu: como coordenador de Arte, Cultura e Patrimônio da universidade e representante dos museólogos na Rede de Museus da UFPel, Matheus articula ações que conectam extensão universitária, cultura digital e patrimônio imaterial. Sua pesquisa e atuação exploram as relações entre museus, memória e sociedade, com especial interesse por temas como identidade, museus universitários e práticas de resistência cultural. Seu currículo é marcado por projetos que cruzam fronteiras entre academia e comunidade, entre técnica e afeto. Dr. Matheus Cruz é, acima de tudo, um mediador entre tempos — alguém que escuta o passado para iluminar o presente e inspirar o futuro. Já Fernanda Férsula, em meio aos batuques do carnaval e às reuniões de branding, construiu uma trajetória que une arte, comunicação e resistência. Técnica em design e publicitária por formação, ela não se contentou com os limites da publicidade tradicional. Com uma pós-graduação em marketing e inovações na comunicação, Fernanda mergulhou fundo na criação de estratégias que não apenas vendem, mas também contam histórias — especialmente aquelas que celebram a cultura negra e popular. No estúdio Sigales, ela atua como estrategista de marcas, onde sua sensibilidade estética e visão crítica se encontram para dar vida a projetos que dialogam com o mundo real. Mas é no carnaval que Fernanda revela outra faceta: a de carnavalesca e rainha de bateria. Com brilho nos olhos e firmeza nos passos, ela transforma a avenida em palco de memória, identidade e afeto. Mãe do Murilo, Fernanda equilibra maternidade com uma carreira intensa e engajada. Participa de podcasts, eventos acadêmicos e rodas de conversa, como o Papofolk da UFPel, onde compartilha reflexões sobre comunidade, cultura e resistência em tempos de crise. Fernanda Fersula é, acima de tudo, uma ponte — entre o tambor e o discurso, entre o afeto e a estratégia, entre o passado que pulsa e o futuro que ela ajuda a desenhar.


