Legenda
Edilaine Dutra, 52 anos, natural de Pelotas/RS, formada em Artes Visuais, pela UFPEL, pós-graduada em Arteterapia. Trabalho com saúde mental desde 2006, usando a arte como parte do tratamento terapêutico. A Arte é ferramenta importante para o tratamento, mas além de usá-la com terapia, a arte é para ser experimentada, ressignificada, apresentada e consumida. Para isso, além de ministrar oficinas e cursos, mantenho minha produção de pintura e desenho, desenvolvendo técnicas que me possibilitam expressar minha subjetividade e para ser mostrada como parte de uma produção artística paralela a outras variáveis temáticas da minha produção, que por fim objetiva além de apreciação o consumo de arte contemporânea.
Espaço e criação: tenho um ateliê “feito à mão”, em minha casa, e considero que ter um espaço físico cômodo e familiar é importante para conciliar trabalho e inspiração. Dentre as temáticas que prefiro desenvolver, estão aspectos da natureza, registrados primeiro, em fotografia para serem objeto de exercícios de desenhos e pinturas.
Influências artísticas: a artista brasileira Teresa Foster e os movimentos da Arte Moderna. Meu desenho e pintura abstratos tem organicidade e espessamento, um trabalho de camadas por vezes fluidas e outras densas, mas sempre de muitas camadas sobrepostas. Outra influência importante é a do amigo e artista plástico Paulo Corrêa, que me motivou a perceber o engajamento e refletir sobre minha trajetória como o percurso de uma artista negra, enquanto alguém que se expressa e participa de maneira singular e legítima em espaços convencionalmente hegemônicos – como o campo das artes visuais, majoritariamente composto por artistas e espectadores brancos. O que me dá legitimidade de apresentar esse portfólio.
"SER MULHER NEGRA é ser uma sobrevivente, mulheres negras unidas são fonte de inspiração e força para trabalhar amor na coletividade!"
Créditos do texto e foto/reprodução: Edilaine Dutra