Legenda
"Grupo de artes cênicas ""UTA & PRETAGÔ: encontro e circulação de temáticas negras"", de Porto Alegre-RS apresentando uma ciranda durante a peça ""Zaze-Zaze"" no Instituto de Ciências Humanas (ICH) da Universidade Federal de Pelotas (UFPEL) no dia 18 de julho de 2025.
A ciranda é uma forma de arte que junta música, versos e coreografia em um círculo comunitário, onde os indivíduos se conectam de mãos dadas ou entrelaçam os braços, movendo-se em conjunto em um giro, normalmente em uma só direção. Originária da cultura africana, a ciranda aportou no Brasil durante a época da diáspora africana e da escravidão, sendo adotada e transformada pelas pessoas negras em diversos cantos do país.
As primeiras análises sobre a ciranda no Brasil vêm da década de 1960 e indicam que sua existência data do século XVIII, sobretudo no Nordeste. Segundo Jaime Diniz, sacerdote, musicólogo e um dos primeiros a pesquisar sobre o assunto, a ciranda era muito presente na Zona da Mata Norte e no litoral de Pernambuco. A dança, inicialmente, era definida por uma ligação direta entre o canto e o gesto, com letras que tratavam de temas diversos como a lavoura, o interior, a natureza, o afeto e o dia a dia das comunidades costeiras.
Vista como uma dança aberta, a ciranda é para todos, sem importar idade, sexo, etnia ou condição financeira, como ressalta o Itaú Cultural. Sua natureza conjunta e abrangente a torna uma manifestação pulsante de luta, individualidade e união.
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