Na foto temos quindins, doces variados, sagu, Amalá deste Orixá com doces encima, bolo, alguidar (Alguidar é uma vasilha de barro sem tampa usada para acondicionar as comidas destinadas aos orixás) com pipoca sem sal, alguidar com frutas, uma cesta de balas coloridas e um repolho com cravejados de pirulitos, tudo sobre uma toalha branca estendida no chão. Também um pilão com uma gamela com a representação dos Orixás Ibeji. Esta mesa foi feita por um filho do Orixá Xangô de Ibeji, por uma promessa alcançada.
Um filho do Orixá Xangô, carrega em si, assim como seu Pai, o senso da decisão, a concretização, a vontade, a iniciativa e sobretudo a justiça e é um grande articulador político. Xangô representa a vida, a sensualidade, a paixão, a virilidade. Seu machado bipene, de dois lados apresenta a ideia de duas versões de cada situação, que devem ser analisadas e pesadas na balança da justiça. A comida do Orixá Xangô é agebô, amalá. No sincretismo religioso é confundido com São Jerônimo. Fonte: (O Livro Essencial da Umbanda – Ademir Barbosa Júnior, 2014) O Orixá Ibejis, que foi saudado nesta oferenda (foto) cuja palavra significa gêmeos representa o princípio da dualidade de todo ser humano, ou seja, a necessidade de equilibrar os opostos. Este Orixá gêmeos, são responsáveis pelo parto e pela infância, bem como pela promoção do amor e da união. Seus pais variam de lenda para lenda, mas a mais conhecida os associa a Xangô e Oxum. Uma de suas principais características é ter o caruru, doces e frutas como pratos prediletos. No sincretismo religioso são associados a São Cosme e São Damião, santos católicos. Fonte: (O Livro Essencial da Umbanda – Ademir Barbosa Júnior, 2014).