O filme Câncer (1968-1972), de Glauber Rocha, informa seus créditos através de uma narração do diretor, ao invés da mais tradicional prática de apresentação de textos gráficos na tela. Além disso, se diferencia dos demais títulos que incorporam créditos falados, devido a sua retórica informal, uma prática inédita e até então não observada. Este artigo pretende analisar as construções textual e cinematográfica envolvidas na sequência de créditos de Câncer, recorrendo à biografia e bibliografia do cineasta para reconstituir as motivações e influências que o levaram a esta decisão formal. Para nos auxiliar nos estudos historiográficos, tomamos como base teorias de Mateus Araújo Silva e Ismail Xavier.
Palavras-chave
Cinema Brasileiro | Glauber Rocha | Câncer | Créditos de Cinema | Créditos Falados