Este texto propõe a reflexão sobre o trabalho com não-atores que vivem no contexto da ficção através da experiência da gravação do curta-metragem Sesmaria (2014), gravado na colônia pomerana de São Lourenço do Sul, Rio Grande do Sul. Partindo das ideias de Bill Nichols sobre ética documental, e das relações de alteridade, a partir de Jean-Louis Comolli, este artigo se utiliza das relações pessoais que a diretora do filme possui com os sujeitos de Sesmaria para pensar sobre as relações do cinema com os objetos filmados.