{"id":64102,"date":"2025-07-10T18:52:02","date_gmt":"2025-07-10T21:52:02","guid":{"rendered":"https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/museuafrobrasilsul\/?post_type=tnc_col_55604_item&#038;p=64102"},"modified":"2025-07-10T18:52:56","modified_gmt":"2025-07-10T21:52:56","slug":"roca-quilombola-re-existencia-secular-das-comunidades-quilombolas-no-rio-grande-do-sul","status":"publish","type":"tnc_col_55604_item","link":"https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/museuafrobrasilsul\/trabalhos-cientificos\/roca-quilombola-re-existencia-secular-das-comunidades-quilombolas-no-rio-grande-do-sul\/","title":{"rendered":"Ro\u00e7a Quilombola: (re) exist\u00eancia secular das Comunidades Quilombolas no Rio Grande do Sul"},"content":{"rendered":"<p>O texto que apresento \u00e9 sobre o envolvimento dissertativo, na altera\u00e7\u00e3o das linguagens orais para a escrita, no PPGAnt (Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Antropologia), na \u00c1rea de Concentra\u00e7\u00e3o: Antropologia Social e Cultural, nas linhas de Pesquisa Comunidade, Rede e Performance e Sociedade, Ambiente e Territorializa\u00e7\u00e3o. O universo da ancestralidade negra, dos quilombos no Brasil \u00e9 marcado pela oralitura e aqui convertemos em textualidade. A disserta\u00e7\u00e3o trata sobre o processo de envolvimento, de comunidades quilombolas no sul do estado do Rio Grande do Sul, na constitui\u00e7\u00e3o da Ro\u00e7a Quilombola. A\u00e7\u00e3o que \u00e9 fruto de uma perspectiva hist\u00f3rica dos quilombolas, que vem se estabelecendo na regi\u00e3o de Pelotas, h\u00e1 pelo menos 300 anos, como forma de resist\u00eancia multissecular as a\u00e7\u00f5es devastadoras da agricultura e cria\u00e7\u00e3o ostensiva de gado na forma capitalista. A\u00e7\u00e3o que consideramos devastadora e se estabelece com a penetra\u00e7\u00e3o dos europeus, inicialmente os espanh\u00f3is com a cria\u00e7\u00e3o de gado de forma ostensiva e depois com o estabelecimento de monoculturas agr\u00edcolas. A\u00e7\u00e3o devastadora, que sempre tiveram o contraponto quilombola. Resist\u00eancia nas formas de plantio e cria\u00e7\u00e3o de grupos pequenos de animais, com o manejo controlado dos territ\u00f3rios, realizado pelos pequenos produtores rurais e em especial os quilombolas, que essa investiga\u00e7\u00e3o se dedica em elucidar. O estudo \u00e9 fruto de uma escuta atenta de representantes de comunidades quilombolas, da regi\u00e3o da antiga Pelotas, hoje marcada por v\u00e1rios munic\u00edpios diferentes. A intera\u00e7\u00e3o, que eu como quilombola, com forma\u00e7\u00e3o superior na \u00e1rea de estudo da Ro\u00e7a Quilombola, pode inscrever nesse contexto amplo do fazer\/ser dos quilombolas, no sul do Brasil. A atua\u00e7\u00e3o antropol\u00f3gica, que \u00e9 marcada pela escuta, pela intera\u00e7\u00e3o, pela escrita densificada, possibilita apresentar esses resultados. O estudo mostra como a perspectiva afrocentrada, trazida e mantida pela ancestralidade, que pode ser identificada de maneira evidente, nas manifesta\u00e7\u00f5es cosmog\u00f4nicas africanas no Brasil (conhecidas como religi\u00f5es de matriz africana). Identificam os sentidos da produ\u00e7\u00e3o da Ro\u00e7a Quilombola, como marcante para a manuten\u00e7\u00e3o do pensamento e liga\u00e7\u00e3o com uma ancestralidade afrocentrada da exist\u00eancia. Essa afrocentricidade se apresenta no processo de plantio e colheita, de muitas formas, mas que aqui foquei na produ\u00e7\u00e3o de ervas de cura. Po\u00e7\u00f5es ligadas \u00e0s entidades irm\u00e3s, que s\u00e3o as plantas e com as quais, como quilombolas convivemos e nos comunicamos no ato de perpetua\u00e7\u00e3o da exist\u00eancia, no plano material e na reapresenta\u00e7\u00e3o das for\u00e7as condutoras da exist\u00eancia, no plano imaterial. As varia\u00e7\u00f5es e suas for\u00e7as, ligadas as entidades ancestrais, s\u00e3o aqui apresentadas, considerando os valores expressos nessas for\u00e7as. A Ro\u00e7a Quilombola \u00e9 uma comunidade em intera\u00e7\u00e3o com os quilombolas, intera\u00e7\u00e3o marcada pela ancestralidade, das v\u00e1rias entidades de for\u00e7a, que a constituem e que aqui mostro na medida da n\u00e3o revela\u00e7\u00e3o dos segredos, que devem ser preservados e que n\u00e3o s\u00e3o apresentados, nem como texto nem como express\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"featured_media":64106,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","format":"standard","class_list":["post-64102","tnc_col_55604_item","type-tnc_col_55604_item","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry"],"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/museuafrobrasilsul\/wp-json\/wp\/v2\/tnc_col_55604_item\/64102","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/museuafrobrasilsul\/wp-json\/wp\/v2\/tnc_col_55604_item"}],"about":[{"href":"https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/museuafrobrasilsul\/wp-json\/wp\/v2\/types\/tnc_col_55604_item"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/museuafrobrasilsul\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=64102"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/museuafrobrasilsul\/wp-json\/wp\/v2\/tnc_col_55604_item\/64102\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":64109,"href":"https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/museuafrobrasilsul\/wp-json\/wp\/v2\/tnc_col_55604_item\/64102\/revisions\/64109"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/museuafrobrasilsul\/wp-json\/wp\/v2\/media\/64106"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/museuafrobrasilsul\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=64102"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}