{"id":64080,"date":"2025-07-10T18:43:32","date_gmt":"2025-07-10T21:43:32","guid":{"rendered":"https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/museuafrobrasilsul\/?post_type=tnc_col_55604_item&#038;p=64080"},"modified":"2025-07-10T18:46:00","modified_gmt":"2025-07-10T21:46:00","slug":"entre-narrativas-e-memorias-uma-mulher-estudante-negra-com-deficiencia-conta-a-sua-historia-de-vida-e-escolarizacao","status":"publish","type":"tnc_col_55604_item","link":"https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/museuafrobrasilsul\/trabalhos-cientificos\/entre-narrativas-e-memorias-uma-mulher-estudante-negra-com-deficiencia-conta-a-sua-historia-de-vida-e-escolarizacao\/","title":{"rendered":"Entre narrativas e mem\u00f3rias: uma mulher estudante negra com defici\u00eancia conta a sua hist\u00f3ria de vida e escolariza\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Esta tese teve como objetivo geral compreender o processo de escolariza\u00e7\u00e3o de uma mulher, estudante negra com defici\u00eancia, tendo como perspectiva um olhar \u00e0 sua hist\u00f3ria de vida, abordagem que influenciou a metodologia qualitativa escolhida. Os dados foram apreendidos especialmente por meio de narrativas orais, escritas, registros e imagens das redes sociais da estudante, acervo pessoal da pesquisadora e da estudante, al\u00e9m de anota\u00e7\u00f5es do di\u00e1rio de campo. Por meio dos percursos de vida e escolariza\u00e7\u00e3o da estudante, foi poss\u00edvel identificar algumas dimens\u00f5es de pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas que j\u00e1 est\u00e3o estabelecidas dentro das escolas e algumas que poder\u00e3o ser acionadas no combate ao racismo, capacitismo, sexismo e as quest\u00f5es relacionadas \u00e0 classe. Tais demarcadores abrem possibilidades de refletir sobre aquilo que a forma\u00e7\u00e3o n\u00e3o alcan\u00e7a, ainda que n\u00e3o exista espa\u00e7o formativo que possa responder \u00e0s emerg\u00eancias de um cotidiano escolar extremamente din\u00e2mico. Nesse contexto, ao longo da pesquisa, buscou-se, a partir do objetivo geral da pesquisa, ampliar o olhar e entender as m\u00faltiplas identidades que perpassam as experi\u00eancias escolares da estudante, bem como desafios enfrentados e as estrat\u00e9gias mobilizadas. Os resultados da pesquisa revelaram que a intersec\u00e7\u00e3o de classe, ra\u00e7a, g\u00eanero e defici\u00eancia se constitui um importante dado. A an\u00e1lise interseccional trouxe v\u00e1rias conclus\u00f5es ante a hist\u00f3ria de vida e escolariza\u00e7\u00e3o de Juliana, a exemplo do reconhecimento de opress\u00f5es, dificuldades no desempenho escolar, exclus\u00e3o social, a necessidade de que as interven\u00e7\u00f5es pedag\u00f3gicas sejam constantemente revistas e mobiliza\u00e7\u00e3o de resist\u00eancias. Tamb\u00e9m aponta para: a cria\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os alternativos, onde as identidades sejam valorizadas, e necessidade de reflex\u00f5es sobre as pr\u00e1ticas educativas e \u00e0 forma\u00e7\u00e3o de professores. Por fim, entende-se que \u00e9 essencial visibilizar e legitimar as experi\u00eancias das estudantes mulheres negras com defici\u00eancia, que, por in\u00fameras vezes, s\u00e3o marginalizadas ou silenciadas nos ambientes de forma\u00e7\u00e3o escolar. Essas conclus\u00f5es reconhecem a complexidade das experi\u00eancias de estudantes mulheres negras com defici\u00eancia e acionam formas de apoio indispens\u00e1veis para a equidade educacional. A escola que se requer \u00e9 aquela que reconhe\u00e7a pr\u00e1ticas pedag\u00f3gicas com uma abordagem centrada em uma ecologia de saberes e em uma educa\u00e7\u00e3o emancipat\u00f3ria, voltada a uma forma\u00e7\u00e3o de professores que efetivamente alie-se no combate \u00e0s m\u00faltiplas formas de opress\u00e3o, no sentido de uma concreta justi\u00e7a social. Apesar das dificuldades enfrentadas e fragilidades inerentes a todo ser humano, a estudante buscou estrat\u00e9gias para se fazer ouvir e ver em espa\u00e7os educativos e formativos variados, como o ambiente familiar, escolar, a religi\u00e3o, o carnaval e os movimentos sociais, pontuados como formas de resist\u00eancia, que os converteram em \u201clugares mais seguros\u201d e, como resultado desta tese, \u201cref\u00fagios alternativos\u201d.<\/p>\n","protected":false},"featured_media":64084,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","format":"standard","class_list":["post-64080","tnc_col_55604_item","type-tnc_col_55604_item","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry"],"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/museuafrobrasilsul\/wp-json\/wp\/v2\/tnc_col_55604_item\/64080","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/museuafrobrasilsul\/wp-json\/wp\/v2\/tnc_col_55604_item"}],"about":[{"href":"https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/museuafrobrasilsul\/wp-json\/wp\/v2\/types\/tnc_col_55604_item"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/museuafrobrasilsul\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=64080"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/museuafrobrasilsul\/wp-json\/wp\/v2\/tnc_col_55604_item\/64080\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":64087,"href":"https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/museuafrobrasilsul\/wp-json\/wp\/v2\/tnc_col_55604_item\/64080\/revisions\/64087"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/museuafrobrasilsul\/wp-json\/wp\/v2\/media\/64084"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/museuafrobrasilsul\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=64080"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}