{"id":64031,"date":"2025-07-09T11:07:54","date_gmt":"2025-07-09T14:07:54","guid":{"rendered":"https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/museuafrobrasilsul\/?post_type=tnc_col_55604_item&#038;p=64031"},"modified":"2025-07-09T11:09:00","modified_gmt":"2025-07-09T14:09:00","slug":"artes-de-fazer-o-mundo-e-performances-negras-em-pelotas-reinventando-memorias","status":"publish","type":"tnc_col_55604_item","link":"https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/museuafrobrasilsul\/trabalhos-cientificos\/artes-de-fazer-o-mundo-e-performances-negras-em-pelotas-reinventando-memorias\/","title":{"rendered":"Artes de fazer o mundo e performances negras em Pelotas: \u201creinventando mem\u00f3rias\u201d"},"content":{"rendered":"<p>Esta Tese \u00e9 etnografia do modo como coletivos negros da cidade de Pelotas, de gera\u00e7\u00f5es e espa\u00e7os de atua\u00e7\u00e3o diferentes, divergem quanto aos modos de interpretarem os processos de dura\u00e7\u00e3o no tempo e transmitirem constru\u00e7\u00f5es de mem\u00f3rias coletivas e sociais. Como pesquisa de \u201cmem\u00f3rias coletivas negras\u201d na cidade, torna-se tamb\u00e9m, pesquisa interpretando diferentes vers\u00f5es \u201cnegras\u201d da pr\u00f3pria \u201cmem\u00f3ria\u201d de Pelotas. A tese divide-se, ent\u00e3o, em duas partes. Na primeira, etnografa como mem\u00f3rias difusas e intertextualizadas da cidade tramam seus mitos de funda\u00e7\u00e3o, ancorados na experi\u00eancia da escravid\u00e3o institu\u00edda com as charqueadas no s\u00e9culo XIX, refigurando-os em paisagens m\u00f3rbidas, povoadas de \u201cenergias\u201d e \u201cesp\u00edritos\u201d que \u201cvibram\u201d na topografia da cidade. Mem\u00f3rias que aparecem como composi\u00e7\u00e3o de uma simb\u00f3lica do mal inaugural, contraponto a uma vis\u00e3o dominante branca e elitista na cidade de seu apogeu \u201caristocr\u00e1tico\u201d, \u201crefinado\u201d e \u201curbanizado\u201d dada dobre mesma \u00e9poca passada. Os frequentadores dos clubes negros da cidade, de gera\u00e7\u00f5es mais velhas, tendem a neutralizar a \u201cdor\u201d e o \u201cmal\u201d da desumaniza\u00e7\u00e3o da escravid\u00e3o em seus filtros memoriais, num trabalho de silenciamento da mem\u00f3ria, tramando uma dura\u00e7\u00e3o desde um tempo festivo e instituinte de socialidade associativa nas formas carnavalescas, festivas e edificantes dos clubes. Sobre o fundo difuso da topografia habitada de \u201cesp\u00edritos\u201d e \u201cenergias vibrantes\u201d o coletivo Odara, de a\u00e7\u00e3o est\u00e9tica, reflexiva e pol\u00edtica centrada na dan\u00e7a afro, age e dramatiza o tempo refigurado pela filia\u00e7\u00e3o de uma dura\u00e7\u00e3o desejada como afrorreferenciada, que performatiza atrav\u00e9s da dan\u00e7a no sentido de transcender e restaurar o mal da experi\u00eancia do ancestral escravo. Questionando os processos de transmiss\u00e3o de mem\u00f3rias silenciadas, os integrantes do Odara aderem aos movimentos afrocentrados de pesquisa de mem\u00f3rias negras e concebem formas de \u201creinven\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria\u201d, colocando-se na perspectiva po\u00e9tica e pragm\u00e1tica de produzir restaura\u00e7\u00f5es no tempo, a partir de uma ide\u00eda-mem\u00f3ria diasp\u00f3rica.<\/p>\n","protected":false},"featured_media":64037,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","format":"standard","class_list":["post-64031","tnc_col_55604_item","type-tnc_col_55604_item","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry"],"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/museuafrobrasilsul\/wp-json\/wp\/v2\/tnc_col_55604_item\/64031","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/museuafrobrasilsul\/wp-json\/wp\/v2\/tnc_col_55604_item"}],"about":[{"href":"https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/museuafrobrasilsul\/wp-json\/wp\/v2\/types\/tnc_col_55604_item"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/museuafrobrasilsul\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=64031"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/museuafrobrasilsul\/wp-json\/wp\/v2\/tnc_col_55604_item\/64031\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":64040,"href":"https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/museuafrobrasilsul\/wp-json\/wp\/v2\/tnc_col_55604_item\/64031\/revisions\/64040"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/museuafrobrasilsul\/wp-json\/wp\/v2\/media\/64037"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/museuafrobrasilsul\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=64031"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}