{"id":296,"date":"2026-09-30T09:59:00","date_gmt":"2026-09-30T12:59:00","guid":{"rendered":"https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/historiaspoucocontadas\/?page_id=296"},"modified":"2026-09-30T09:59:00","modified_gmt":"2026-09-30T12:59:00","slug":"luciana-lealdina-de-araujo","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/historiaspoucocontadas\/luciana-lealdina-de-araujo\/","title":{"rendered":"Luciana Lealdina de Ara\u00fajo"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-media-text is-stacked-on-mobile is-vertically-aligned-top\" style=\"grid-template-columns:32% auto\"><figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"512\" height=\"512\" src=\"https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/historiaspoucocontadas\/wp-content\/uploads\/sites\/30\/2026\/09\/Historias-Pouco-Contadas-2-1.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-299 size-full\" srcset=\"https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/historiaspoucocontadas\/wp-content\/uploads\/sites\/30\/2026\/09\/Historias-Pouco-Contadas-2-1.png 512w, https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/historiaspoucocontadas\/wp-content\/uploads\/sites\/30\/2026\/09\/Historias-Pouco-Contadas-2-1-400x400.png 400w, https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/historiaspoucocontadas\/wp-content\/uploads\/sites\/30\/2026\/09\/Historias-Pouco-Contadas-2-1-200x200.png 200w, https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/historiaspoucocontadas\/wp-content\/uploads\/sites\/30\/2026\/09\/Historias-Pouco-Contadas-2-1-40x40.png 40w, https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/historiaspoucocontadas\/wp-content\/uploads\/sites\/30\/2026\/09\/Historias-Pouco-Contadas-2-1-275x275.png 275w, https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/historiaspoucocontadas\/wp-content\/uploads\/sites\/30\/2026\/09\/Historias-Pouco-Contadas-2-1-205x205.png 205w, https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/historiaspoucocontadas\/wp-content\/uploads\/sites\/30\/2026\/09\/Historias-Pouco-Contadas-2-1-480x480.png 480w\" sizes=\"(max-width: 512px) 100vw, 512px\" \/><\/figure><div class=\"wp-block-media-text__content\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Data de nascimento: 13 de junho de 1870<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Data da morte:&nbsp; 27 de novembro de 1930<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Mulher preta, nascida em Porto Alegre<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Luciana Lealdina de Ara\u00fajo, nascida em 13 de junho de 1870, era filha de Napole\u00e3o Fernandes de Ara\u00fajo, um homem livre, e de uma mulher ex-escravizada, da qual n\u00e3o h\u00e1 registro do nome, ambos negros. Ainda que tenha nascido antes da aboli\u00e7\u00e3o e da lei do ventre livre, Luciana herdou o <em>status<\/em> de liberdade dos pais. Posteriormente, Luciana se mudou para Pelotas, mas n\u00e3o se tem informa\u00e7\u00f5es de quando essa mudan\u00e7a aconteceu e se os pais a acompanharam. Nessa \u00e9poca, Pelotas era uma das cidades mais importantes para a economia ga\u00facha, al\u00e9m de ter uma grande popula\u00e7\u00e3o negra, o que pode ter contribu\u00eddo para a escolha de viver nessa cidade em espec\u00edfico. \u00c9 em Pelotas que Luciana tem acesso a v\u00e1rios espa\u00e7os associativos para pessoas negras, livres, libertas e escravizadas, e concebe a ideia de um espa\u00e7o educativo que acolhe meninas \u00f3rf\u00e3s, sobretudo negras, j\u00e1 que o Asilo de \u00d3rf\u00e3s existente em Pelotas na \u00e9poca n\u00e3o as aceitava, e ainda exigia que elas tivessem apadrinhamentos.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Esse projeto saiu do papel quando Luciana foi v\u00edtima de tuberculose. Os m\u00e9dicos n\u00e3o acreditavam que ela melhoraria, ent\u00e3o ela fez uma prece ao seu santo de devo\u00e7\u00e3o, S\u00e3o Benedito, prometendo que, caso fosse curada, construiria um asilo para abrigar meninas pobres, que n\u00e3o faria distin\u00e7\u00e3o de cor. Ap\u00f3s sua cura milagrosa, em 13 de maio de 1901, foi fundado o Asilo de \u00d3rf\u00e3s S\u00e3o Benedito. O Asilo n\u00e3o acolhia apenas meninas \u00f3rf\u00e3s ou abandonadas pelos pais ou tutores, mas qualquer menina, entre os 2 e 21 anos, que precisasse de cuidados. Era oferecido comida, vesti\u00e1rio, educa\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria, al\u00e9m dos atributos para ser uma boa esposa e dona de casa. Luciana atuou no asilo por 7 anos. Posteriormente se mudou para Bag\u00e9 com suas tr\u00eas filhas. L\u00e1, fundou em 1909 o Orfanato S\u00e3o Benedito, que acolhia meninas e meninos, al\u00e9m de dirigir uma creche para crian\u00e7as pobres, de 1922 at\u00e9 1930, ano de sua morte. Ficou conhecida como M\u00e3e Preta e M\u00e3e Luciana, devido a sua atua\u00e7\u00e3o como protetora dos \u00f3rf\u00e3os.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sua mem\u00f3ria se mant\u00e9m viva, atrav\u00e9s do Instituto S\u00e3o Benedito, que atende crian\u00e7as em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade na cidade de Pelotas e atrav\u00e9s da devo\u00e7\u00e3o popular, na cidade de Bag\u00e9, onde seu t\u00famulo \u00e9 local de peregrina\u00e7\u00e3o, recebendo placas em agradecimento \u00e0s gra\u00e7as alcan\u00e7adas.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">CALDEIRA, J. dos S., &amp; do AMARAL, G. L. Da filantropia \u00e0 caridade: a atua\u00e7\u00e3o de duas mulheres na educa\u00e7\u00e3o de meninas pobres (1901 a 1971).<strong> <em>Histori\u00e6<\/em>, <em>3<\/em>(2), 116\u2013131, <\/strong>2012. Recuperado de:&nbsp; <a href=\"https:\/\/periodicos.furg.br\/hist\/article\/view\/2982\">https:\/\/periodicos.furg.br\/hist\/article\/view\/2982<\/a>, Acesso em:&nbsp; 23 de jan. de 2026.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">INSTITUTO S\u00c3O BENEDITO. <strong>117 anos de Hist\u00f3ria! <\/strong>s\/d. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/institutosaobenedito.blogspot.com\/p\/110-anos-de-historia.html\">https:\/\/institutosaobenedito.blogspot.com\/p\/110-anos-de-historia.html<\/a>. Acesso em: 23 de jan. de 2026.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">OLIVEIRA, Fernanda. <strong>Luciana<\/strong> <strong>Lealdina de Ara\u00fajo e Maria Helena Vargas da Silveira<\/strong>: hist\u00f3ria de mulheres negras no p\u00f3s-aboli\u00e7\u00e3o do sul do Brasil [LIVRO DIGITAL]. Niter\u00f3i: Eduff, 2020. Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/dspace.unisa.br\/server\/api\/core\/bitstreams\/4f8f46b4-38b3-4845-bf56-00ac63a73f45\/content\">https:\/\/dspace.unisa.br\/server\/api\/core\/bitstreams\/4f8f46b4-38b3-4845-bf56-00ac63a73f45\/content<\/a>. Acesso em: 23 de jan. de 2026<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Franciele Silva Soares<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-content-justification-right is-layout-flex wp-container-core-buttons-is-layout-ee026ec0 wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button\"><a class=\"wp-block-button__link wp-element-button\" href=\"https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/historiaspoucocontadas\/\">Voltar<\/a><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Data de nascimento: 13 de junho de 1870 Data da morte:&nbsp; 27 de novembro de 1930 Mulher preta, nascida em Porto Alegre Luciana Lealdina de Ara\u00fajo, nascida em 13 de junho de 1870, era filha de Napole\u00e3o Fernandes de Ara\u00fajo, um homem livre, e de uma mulher ex-escravizada, da qual n\u00e3o h\u00e1 registro do nome, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":51,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"_gspb_post_css":"","footnotes":""},"class_list":["post-296","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/historiaspoucocontadas\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/296","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/historiaspoucocontadas\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/historiaspoucocontadas\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/historiaspoucocontadas\/wp-json\/wp\/v2\/users\/51"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/historiaspoucocontadas\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=296"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/historiaspoucocontadas\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/296\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":300,"href":"https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/historiaspoucocontadas\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/296\/revisions\/300"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/historiaspoucocontadas\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=296"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}