{"id":283,"date":"2026-09-30T09:45:18","date_gmt":"2026-09-30T12:45:18","guid":{"rendered":"https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/historiaspoucocontadas\/?page_id=283"},"modified":"2026-09-30T09:45:18","modified_gmt":"2026-09-30T12:45:18","slug":"josepha-campos","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/historiaspoucocontadas\/josepha-campos\/","title":{"rendered":"Josepha Campos"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-media-text is-stacked-on-mobile is-vertically-aligned-top\" style=\"grid-template-columns:33% auto\"><figure class=\"wp-block-media-text__media\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"512\" height=\"512\" src=\"https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/historiaspoucocontadas\/wp-content\/uploads\/sites\/30\/2026\/09\/Historias-Pouco-Contadas-2.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-262 size-full\" srcset=\"https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/historiaspoucocontadas\/wp-content\/uploads\/sites\/30\/2026\/09\/Historias-Pouco-Contadas-2.png 512w, https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/historiaspoucocontadas\/wp-content\/uploads\/sites\/30\/2026\/09\/Historias-Pouco-Contadas-2-400x400.png 400w, https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/historiaspoucocontadas\/wp-content\/uploads\/sites\/30\/2026\/09\/Historias-Pouco-Contadas-2-200x200.png 200w, https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/historiaspoucocontadas\/wp-content\/uploads\/sites\/30\/2026\/09\/Historias-Pouco-Contadas-2-40x40.png 40w, https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/historiaspoucocontadas\/wp-content\/uploads\/sites\/30\/2026\/09\/Historias-Pouco-Contadas-2-275x275.png 275w, https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/historiaspoucocontadas\/wp-content\/uploads\/sites\/30\/2026\/09\/Historias-Pouco-Contadas-2-205x205.png 205w, https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/historiaspoucocontadas\/wp-content\/uploads\/sites\/30\/2026\/09\/Historias-Pouco-Contadas-2-480x480.png 480w\" sizes=\"(max-width: 512px) 100vw, 512px\" \/><\/figure><div class=\"wp-block-media-text__content\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Data de nascimento: n\u00e3o se sabe<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Data da morte: n\u00e3o se sabe<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Mulher negra, do sul do Brasil<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Josepha Campos viveu grande parte de sua vida como mulher escravizada na cidade de Pelotas no s\u00e9culo XIX. Foi escravizada na casa do senhor Zeferino Campos, onde trabalhava com o of\u00edcio de lavadeira. A vida e trajet\u00f3ria de Josepha de Campos representa a hist\u00f3ria de tantas outras mulheres negras por liberdade e contra as injusti\u00e7as e viol\u00eancias do mundo da escravid\u00e3o no s\u00e9culo XIX no pa\u00eds. Em um contexto final da escravid\u00e3o brasileira, Josepha Campos, em 1881 por uma estrat\u00e9gia ousada apostou em um bilhete da Loteria Federal e acabou sendo comtemplada com um pr\u00eamio em dinheiro que lhe garantiu a compra do papel da liberdade. Entretanto, esse dinheiro conquistado proporcionou muito mais do que a sua carta de manumiss\u00e3o, mas a oportunidade de um projeto gestado por essa mulher negra de libertar seus afetos, sua filha e seus amigos de infort\u00fanio do cativeiro. Ela contraiu matrim\u00f4nio com Jo\u00e3o Tupaverava, em 1881, um africano. Importante salientar que Josepha n\u00e3o nascera na sociedade escravista de Pelotas, mas na Prov\u00edncia da Bahia, de onde viera ainda crian\u00e7a. A luta e o empenho dessa mulher negra em libertar seus familiares e amigos esbo\u00e7a uma das m\u00faltiplas frentes de luta feminina no s\u00e9culo XIX, em que a ag\u00eancia\/resist\u00eancia de mulheres escravizadas em prol de projetos de emancipa\u00e7\u00e3o. Josepha teve uma filha chamada Esperan\u00e7a, que fora vendida por seu ex-propriet\u00e1rio a Manoel Pereira Batista. Quando Esperan\u00e7a foi libertada no ano de 1881, tinha 19 anos. \u00c9 prov\u00e1vel que m\u00e3e e filha tenham vivido separadas uma boa tarde da vida. Todavia o pr\u00eamio conquistado por Josepha lhe proporcionou a possibilidade de trazer para perto de si, sua Esperan\u00e7a, para que ela pudesse lhe ofertar os carinhos de m\u00e3e. Infelizmente ap\u00f3s 2 anos, em 1883, Esperan\u00e7a falece. A trajet\u00f3ria peculiar de Josepha Campos elucida projetos aut\u00f4nomos de liberdade de afetos e familiares, o direito de exercer a maternidade, utilizando brechas e estrat\u00e9gias (compra de um bilhete de loteria) de modificar a sua vida e de tantos outros parceiros que tamb\u00e9m experienciaram a escravid\u00e3o. Projetos esses ousados, pois moldavam outra norma de vida que n\u00e3o a imposta pela sociedade branca e racista da \u00e9poca. Seus atos de resist\u00eancia e resili\u00eancia evidenciam como as rela\u00e7\u00f5es de g\u00eanero, fam\u00edlia, maternidade e liberdade eram constantemente ressignificadas por mulheres racializadas na escravid\u00e3o no s\u00e9culo XIX.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Refer\u00eancia:<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">LONER, Beatriz. A Loteria do Ipiranga e os trabalhadores: um sonho de liberdade no final do s\u00e9culo XIX. <strong>Hist\u00f3ria<\/strong> (S\u00e3o Paulo) v. 33, n.1, p. 195-233, jan\/jun., 2014. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-text-align-right wp-block-paragraph\">Nat\u00e1lia Garcia Pinto<\/p>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-buttons is-content-justification-right is-layout-flex wp-container-core-buttons-is-layout-ee026ec0 wp-block-buttons-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-button\"><a class=\"wp-block-button__link wp-element-button\" href=\"https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/historiaspoucocontadas\/\">Voltar<\/a><\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Data de nascimento: n\u00e3o se sabe Data da morte: n\u00e3o se sabe Mulher negra, do sul do Brasil Josepha Campos viveu grande parte de sua vida como mulher escravizada na cidade de Pelotas no s\u00e9culo XIX. 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