{"id":285459,"date":"2026-05-05T22:07:21","date_gmt":"2026-05-06T01:07:21","guid":{"rendered":"https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/discoteca\/?p=285459"},"modified":"2026-05-05T22:24:43","modified_gmt":"2026-05-06T01:24:43","slug":"octavio-dutra-e-o-grupo-terror-dos-facoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/discoteca\/octavio-dutra-e-o-grupo-terror-dos-facoes\/","title":{"rendered":"Oct\u00e1vio Dutra e o grupo Terror dos Fac\u00f5es"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Oct\u00e1vio Dutra e o grupo Terror dos Fac\u00f5es: transcri\u00e7\u00e3o, edi\u00e7\u00e3o, an\u00e1lise e performance historicamente orientada como pr\u00e1tica de pesquisa em m\u00fasica popular&nbsp;&nbsp;<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>Rafael Henrique Soares Velloso<\/em>, <em>Raul Costa d\u2019Avila<\/em>, <em>Lucas Borba da Silveira<\/em>, <em>Gustavo Fleury Fina Mustaf\u00e9<\/em>, <em>Daniel Ortiz de Ortiz<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>O processo de transcri\u00e7\u00e3o, edi\u00e7\u00e3o e performance das composi\u00e7\u00f5es do acervo do porto-alegrense Oct\u00e1vio Dutra (1884-1937), aqui discutido, busca apresentar os resultados iniciais do trabalho de pesquisa que contempla a editora\u00e7\u00e3o de partituras e a produ\u00e7\u00e3o de materiais audiovisuais para a divulga\u00e7\u00e3o acad\u00eamica sobre este acervo. As obras selecionadas e transcritas nesta comunica\u00e7\u00e3o tem origens diversas, sendo compostas em per\u00edodos distintos da trajet\u00f3ria do compositor. As fontes utilizadas para as transcri\u00e7\u00f5es foram as partituras originais pertencentes ao acervo do Ot\u00e1vio Dutra cujo reposit\u00f3rio digital foi disponibilizado pelo projeto do \u00a8Acervo do Choro de Pelotas\u00a8 e os respectivos fonogramas gravados pelos compositor e disponibilizados pela base de dados \u00a8Discografia Brasileira\u00a8 do Instituto Moreira Salles. Como complemento \u00e0s transcri\u00e7\u00f5es, foram concebidos arranjos mesclando a pr\u00e1tica contempor\u00e2nea dos grupos de choro e utilizando-se de acompanhamentos com estruturas r\u00edtmicas da mesma \u00e9poca que caracterizassem os estilos. O processo de pesquisa, transcri\u00e7\u00e3o, adapta\u00e7\u00e3o e performance das obras \u00a8Teimoso\u00a8, \u00a8Sempre Teu\u00a8, \u00a8Beatriz\u00a8 e \u00a8S\u00f3 Para Mim\u00a8, a partir de suas fontes prim\u00e1rias, evidenciam a import\u00e2ncia deste repert\u00f3rio para a compreens\u00e3o do choro como uma linguagem ampla e diversa j\u00e1 presente no in\u00edcio do S\u00e9c XX sul do Brasil. Assim, este processo tamb\u00e9m busca compreender como estas trocas culturais proporcionadas pelos fluxos de grava\u00e7\u00f5es, tr\u00e2nsitos e interc\u00e2mbios de repert\u00f3rios entre os m\u00fasicos de choro, auxiliaram nesta produ\u00e7\u00e3o musical, e como esta produ\u00e7\u00e3o se faz presente em outros acervos e pr\u00e1ticas musicais de compositores de todo o pa\u00eds que foram fundamentais para a consolida\u00e7\u00e3o Choro como g\u00eanero musical.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Palavras-chave<\/strong>. Choro, Performance, Transcri\u00e7\u00e3o, Pixinguinha, Oct\u00e1vio Dutra<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Oct\u00e1vio Dutra and the Terror dos Fac\u00f5es Group: Transcription, Editing, Analysis and Historically Oriented Performance as a Research Practice in Popular Music<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>The process of transcription, editing and performance of the compositions of the Porto Alegre collection Oct\u00e1vio Dutra (1884-1937), discussed here, seeks to present the initial results of the research work that includes the editing of scores and the production of audiovisual materials for the academic dissemination about this collection. The works selected and transcribed in this communication have different origins, being composed in different periods of the composer&#8217;s trajectory. The sources used for the transcriptions were the original scores belonging to the collection of Ot\u00e1vio Dutra whose digital repository was made available by the project \u00a8Acervo do Choro de Pelotas\u00a8 and the respective phonograms recorded by the composer and made available by the database \u00a8Discografia Brasileira\u00a8 of the Instituto Moreira Salles. As a complement to the transcriptions, arrangements were conceived merging the contemporary practice of choro groups and using accompaniments with rhythmic structures from the same period that characterized the styles. The process of research, transcription, adaptation and performance of the works \u00a8Teimoso\u00a8, \u00a8Sempre Teu\u00a8, \u00a8Beatriz\u00a8 and \u00a8S\u00f3 Para Mim\u00a8, from their primary sources, show the importance of this repertoire for the understanding of choro as a wide and diverse language already present in the beginning of the 20th century in southern Brazil. Thus, this process also seeks to understand how these cultural exchanges provided by the flows of recordings, transits and exchanges of repertoires between choro musicians, helped in this musical production, and how this production is present in other collections and musical practices of composers from all over the world. the country that were fundamental for the consolidation of Choro as a musical genre.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Keywords<\/strong>. Choro, Performance, Transcription, Pixinguinha, Oct\u00e1vio Dutra<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\"><strong>Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h1>\n\n\n\n<p>O projeto Avendano J\u00fanior a tradi\u00e7\u00e3o do choro em Pelotas, tem como proposta a constru\u00e7\u00e3o de um acervo de mem\u00f3ria ligado ao choro e as pr\u00e1ticas musicais relacionadas ao m\u00fasico Avendano J\u00fanior, que ao longo de quase 40 anos ele atuou como cavaquinista, compositor de choros, tocando sempre com amigos nos mais diferentes ambientes da cidade de Pelotas e regi\u00e3o, consolidando sua hist\u00f3ria, e de seu grupo de m\u00fasicos amigos, no Bar e Restaurante Liberdade. A partir das a\u00e7\u00f5es do N\u00facleo de M\u00fasica Popular (NUMP), projeto unificado do Bacharelado em M\u00fasica Popular da UFPEL, junto ao Clube do Choro de Pelotas, foram iniciadas a\u00e7\u00f5e n s de ensino, pesquisa e extens\u00e3o relacionadas ao choro, e ao estudo do repert\u00f3rio de m\u00fasicos e compositores do extremo sul do Brasil. Como resultado destas a\u00e7\u00f5es foram lan\u00e7adas duas publica\u00e7\u00f5es editoriais, o Caderno do Choro de Pelotas Velloso (2017) e a Revistas do Choro de Pelotas Velloso (2021) e uma s\u00e9rie de registros fonogr\u00e1ficos tais como a s\u00e9rie Choro em Casa e o primeiro EP do Clube do Choro de Pelotas. Em 2022 iniciou-se uma nova etapa da pesquisa com a proposta de integra\u00e7\u00e3o entre o ensino, a pesquisa e a extens\u00e3o, com o projeto Encontros do Choro que visa trabalhar o repert\u00f3rio local e nacional, em particular aquele relacionado aos Princ\u00edpios do Choro (CARRILHO e PAES, 2002), projeto pioneiro lan\u00e7ado pela produtora Acari Records com o trabalho de transcri\u00e7\u00f5es e pesquisa do violonista Maur\u00edcio Carrilho sobre diversos compositores do s\u00e9culo XIX, no per\u00edodo localizado entre os anos de 1870 e 1920. Neste sentido, em parceria com o Laborat\u00f3rio de Etnomusicologia da UFPEL, foram ent\u00e3o pesquisadas e transcritas algumas composi\u00e7\u00f5es de Oct\u00e1vio Dutra (1884-1937), presentes no acervo do compositor, que atualmente encontra-se dispon\u00edvel na UFPEL tanto em formato f\u00edsico como digital. Esta comunica\u00e7\u00e3o tem como proposta apresentar os resultados parciais sobre esta pesquisa em andamento, e trazer n\u00e3o s\u00f3 a metodologia empregada mas alguns resultados desta pesquisa.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Acervo Oct\u00e1vio Dutra e o contexto da pesquisa&nbsp;<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>O processo de estudo de performances musicais a partir de perspectivas cr\u00edticas relacionadas a historiografia do choro tais como as apresentadas por Bessa (2010) e Arag\u00e3o (2011) e Souza (2010) nos levou a planejar a a\u00e7\u00e3o de pesquisa ensino e extens\u00e3o envolvendo o acervo Oct\u00e1vio Dutra, aqui apresentada. Tal projeto visa a produ\u00e7\u00e3o de performances historicamente orientadas, a difus\u00e3o de compositores invisibilizados pela historiografia, a editora\u00e7\u00e3o de partituras e a produ\u00e7\u00e3o de materiais audiovisuais, com fins de divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. Al\u00e9m disso, o material produzido \u00e9 utilizado nas a\u00e7\u00f5es de ensino e extens\u00e3o do n\u00facleo de choro do projeto sendo apresentado em eventos cient\u00edficos e culturais da universidade.<\/p>\n\n\n\n<p>As a\u00e7\u00f5es do NUMP envolvendo as a\u00e7\u00f5es de pesquisa e produ\u00e7\u00e3o aqui propostas, em interlocu\u00e7\u00e3o com outros acervos musicais da institui\u00e7\u00e3o como o acervo aqui trabalhado, s\u00e3o fundamentais para avan\u00e7armos na discuss\u00e3o sobre a continuidade hist\u00f3rica da m\u00fasica popular urbana no Rio Grande do Sul. Historicamente, o acervo do Ot\u00e1vio Dutra, segundo o professor e pesquisador da UFPEL M\u00e1rcio de Souza cont\u00e9m:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>[&#8230;] um manancial de documentos e fontes relacionadas \u00e0 trajet\u00f3ria musical e experi\u00eancia profissional de Oct\u00e1vio Dutra entre os anos de 1900 a 1937.[&#8230;] O acervo est\u00e1 constitu\u00eddo em sua grande maioria por partituras instrumentais, versos e revistas musicais autorais. A partir de uma classifica\u00e7\u00e3o preliminar, pode-se encontrar m\u00fasicas em manuscrito aut\u00f3grafo, partituras em manuscrito (c\u00f3pia n\u00e3o aut\u00f3grafo), partituras impressas, manuscritos de arranjos e orquestra\u00e7\u00f5es, diversos \u00e1lbuns encadernados com composi\u00e7\u00f5es em manuscrito aut\u00f3grafo ou c\u00f3pia. (Souza, p 18,&nbsp; 2020)<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo o pesquisador, pode-se encontrar neste acervo uma boa quantidade de composi\u00e7\u00f5es que se enquadram historicamente no que se denominou na historiografia do g\u00eanero por Vasconcelos (1984) como a \u201csegunda gera\u00e7\u00e3o\u201d de chor\u00f5es, de forma similar ao que ocorria no sudeste do pa\u00eds. Neste contexto percebe-se que Dutra empregou e conservou em seu repert\u00f3rio o tango brasileiro, o maxixe e o choro<em>,<\/em> no entanto tais estilos receberam denomina\u00e7\u00f5es variadas como tango-brasileiro, polca-tango, polca-choro ou simplesmente choro, obra que, em grande parte, encontra-se relacionada pela sua sonoridade aos antigos grupos de choro. Como podemos constatar no quadro a seguir extra\u00eddo da discografia do compositor constru\u00edda com base nas informa\u00e7\u00f5es presentes na Discografia Brasileira (Anexo 1), os g\u00eaneros mais gravados por Dutra foram a valsa com 15 registros, seguido do Schottish com 11, da polca com 7 al\u00e9m de suas varia\u00e7\u00f5es tais como a polca-tango e polca-choro que est\u00e3o relacionados ritmicamente ao tango-brasileiro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tabela 1 &#8211; G\u00eaneros musicais presentes na discografia de Oct\u00e1vio Dutra<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"600\" height=\"371\" src=\"https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/discoteca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2026\/05\/image.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-285461\" srcset=\"https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/discoteca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2026\/05\/image.png 600w, https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/discoteca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2026\/05\/image-400x247.png 400w, https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/discoteca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2026\/05\/image-205x127.png 205w, https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/discoteca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2026\/05\/image-480x297.png 480w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 100vw, 600px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Esta sonoridade diversa em que se percebe distintas levadas e claves, tal como&nbsp; mencionadas por Sandroni em seu trabalho sobre as transforma\u00e7\u00f5es do samba (2001), teriam sido parcialmente registrada nos discos de goma laca da chamada fase mec\u00e2nica possibilitando uma an\u00e1lise do que Arag\u00e3o (2017) vai propor como um registro sonoro e etnogr\u00e1fico ou <em>Soundscapes<\/em> de diversos grupos de choro da \u00e9poca em diferentes contextos e centros urbanos do pa\u00eds, como foi o caso dos registros realizados por Oct\u00e1vio Dutra. Tais performances que foram registradas e hoje est\u00e3o disponibilizadas nos reposit\u00f3rios digitais como a Discografia Brasileira e mais recentemente do Museu Hip\u00f3lito da Costa em Porto Alegre que digitalizou uma importante cole\u00e7\u00e3o de grava\u00e7\u00f5es da Casa El\u00e9trica, devem ser analisados a partir de uma escuta hist\u00f3rica. \u00c9 poss\u00edvel perceber que os registros de tais performances tinham uma rela\u00e7\u00e3o de escuta e troca de informa\u00e7\u00f5es, \u00e0 medida em que simbolizavam a performance ao vivo de grupos que se apresentavam em diversos centros urbanos do pa\u00eds, e que eram contratados pelas gravadoras para fazerem os registros sonoros, sendo que tais registros eram comercializadas em diferentes partes do pa\u00eds. Contudo por representarem a amostragem dispon\u00edvel, esta escuta direcionou, de certa forma, a representa\u00e7\u00e3o aqui analisada tal como observa Bessa (2010).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O repert\u00f3rio e os processos de cria\u00e7\u00e3o de uma performance<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A fim de pensarmos em um repert\u00f3rio que fosse representativo da obra de Dutra iniciamos ent\u00e3o pela constru\u00e7\u00e3o de uma discografia (anexo 1), com o intuito de relacionar as grava\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis do compositor em diferentes fases em uma sele\u00e7\u00e3o que contemplasse&nbsp; os diferentes g\u00eaneros e subg\u00eaneros do choro, priorizando os que tivessem sido registrados mais vezes, estabelecendo assim como prop\u00f5e Ulhoa (2006), a viabilidade de an\u00e1lise de suas fontes prim\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n<p>As m\u00fasicas aqui selecionadas e transcritas para o projeto tiveram origens diversas e foram compostas em per\u00edodos distintos da trajet\u00f3ria do compositor. O primeiro tema, \u00a8Teimoso\u00a8 (DUTRA, 1949) trata-se de um tango brasileiro, transcrito e cifrado a partir da partitura impressa que pertence ao acervo Oct\u00e1vio Dutra. Para seu arranjo, foram pensadas linhas mel\u00f3dicas complementares e padr\u00f5es de acompanhamento que se relacionassem com a pr\u00e1tica mais contempor\u00e2nea de grupos de choro. Para isso, utilizamos um recurso frequentemente utilizado nas rodas de choro em temas similares como o \u00a8Brejeiro\u00a8 de Ernesto Nazareth (1863-1934), que \u00e9 a inser\u00e7\u00e3o de uma ou mais sess\u00f5es de improviso durante o ostinato que antecede a exposi\u00e7\u00e3o e a reexposi\u00e7\u00e3o da parte A. Este improviso acontece sob uma sequ\u00eancia de dois compassos que utiliza-se da repeti\u00e7\u00e3o dos bord\u00f5es do viol\u00e3o, t\u00edpico do g\u00eanero. Utilizando os padr\u00f5es r\u00edtmicos de acompanhamento deste tango brasileiro\u00a8 &#8211; colcheia e duas semicolcheias &#8211; foi intercalado acordes dominante e t\u00f4nica, padr\u00e3o muito utilizado pelos grupos regionais, sendo uma pr\u00e1tica j\u00e1 registrada na discografia do g\u00eanero.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O segundo tema \u00a8Sempre Teu\u00a8 (1913), trata-se de um<em> Schottish<\/em>, g\u00eanero ou subg\u00eanero do choro que neste per\u00edodo de consolida\u00e7\u00e3o do choro como g\u00eanero musical era muito popular entre os compositores e int\u00e9rpretes. Para a transcri\u00e7\u00e3o deste tema, cuja partitura n\u00e3o foi localizada nos acervos, foi utilizado como refer\u00eancia o registro fonogr\u00e1fico da obra, registrado pelo conjunto Terror dos Fac\u00f5es em 12 de julho de 1913 em Porto Alegre na Casa Hartlieb. Lan\u00e7ada inicialmente como parte do selo Discos Riograndense, a grava\u00e7\u00e3o foi re-lan\u00e7ada em dezembro de 1913 pela gravadora Odeon R com o n\u00famero de cat\u00e1logo 120711. Para a adapta\u00e7\u00e3o da transcri\u00e7\u00e3o e a cria\u00e7\u00e3o de levada, al\u00e9m da refer\u00eancia sonora, o arranjo foi inspirado em outras pr\u00e1ticas relacionadas ao estilo, adaptando para o formato do regional de choro com viol\u00e3o de 6 e 7 cordas, cavaquinho, pandeiro e dois instrumentos de solo a flauta transversal e o saxofone tenor. A harmonia tamb\u00e9m foi atualizada pensando nessa forma\u00e7\u00e3o que se diferencia do original por apresentar um cavaquinho, um pandeiro e um viol\u00e3o de 7 cordas.<\/p>\n\n\n\n<p>A terceira m\u00fasica do repert\u00f3rio trata-se de uma valsa, Beatriz (DUTRA, 1934), gravada em 23 Fevereiro 1934 pelo quarteto formado por Dante Santoro [flauta], Luperce [bandolim], Tute e Manoel Lima [viol\u00f5es], e lan\u00e7ada em Abril do mesmo ano em disco da Victor n. 33770. Al\u00e9m da grava\u00e7\u00e3o a transcri\u00e7\u00e3o foi baseada na partitura editada da m\u00fasica que se encontra no acervo do Oct\u00e1vio Dutra. Para o arranjo ambas as refer\u00eancias foram fundamentais, assim como as linhas do viol\u00e3o de 7 cordas do Tute, o primeiro a registrar este instrumento no choro. Como curiosidade temos neste quarteto a reuni\u00e3o de chor\u00f5es de diversas partes do pa\u00eds tais como Dante Santoro (Rio Grande do Sul), Luperce Miranda (Pernambuco), o Carioca Artur de Souza Nascimento &#8211; Tute, e Manoel Lima ex-integrante do conjunto Turunas da Mauric\u00e9ia, nascido em Alagoas, confirmando assim a grande diversidade e abrang\u00eancia do choro que teve na cidade do Rio de Janeiro, um importante p\u00f3lo agregador e produtor.<\/p>\n\n\n\n<p>Como \u00faltimo tema do repert\u00f3rio selecionado para o projeto, temos a polka-choro \u00a8S\u00f3 P&#8217;ra Mim!..\u00a8 (Dutra, s\/d) que foi localizada no acervo do compositor em uma partitura manuscrita dedicada ao Flautista Dante Santoro constando a m\u00fasica com de sua autoria. Neste mesmo acervo pudemos localizar a c\u00f3pia de outras composi\u00e7\u00f5es de diversos autores do choro. Segundo Arag\u00e3o (2011) tal pr\u00e1tica era comum entre os solistas que buscavam ampliar seus repert\u00f3rios atrav\u00e9s da manuten\u00e7\u00e3o de cadernos de choros e da c\u00f3pia manuscrita de composi\u00e7\u00f5es de outros solistas que entraram em contacto. Al\u00e9m disso, era comum as chamadas homenagens musicais, como menciona Souza:&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Durante sua trajet\u00f3ria, Oct\u00e1vio Dutra escreveu tamb\u00e9m muitas homenagens musicais para amigos, colegas e artistas. \u2018Meu ci\u00fame\u2026\u2019 \u00e9 um samba-can\u00e7\u00e3o (com letra), repleto de contrapontos em homenagem a Pixinguinha. Ambos se conheceram em Porto Alegre em 1927. (SOUZA, p.18, 2021)<\/p>\n\n\n\n<p>Fato \u00e9 que consta do acervo do Pixinguinha disponibilizado pelo Instituto Moreira sales (IMS) uma c\u00f3pia desta m\u00fasica tendo como autoria o pr\u00f3prio Pixinguinha. No site, al\u00e9m de mencionar que a composi\u00e7\u00e3o foi &#8220;Indevidamente atribu\u00edda&#8221;, tamb\u00e9m apresenta a seguinte observa\u00e7\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<p>Editado pela Irm\u00e3os Vitale e gravado por Andrea Ernest Dias e Tom\u00e1s Improta como sendo de autoria de Pixinguinha, este choro \u00e9 na verdade de autoria do compositor ga\u00facho Oct\u00e1vio Dutra. Existe no Acervo Pixinguinha\/IMS uma partitura manuscrita original do pr\u00f3prio Oct\u00e1vio Dutra, onde seu nome foi riscado e substitu\u00eddo por &#8220;Pixinguinha&#8221; em caligrafia diferente da usada na nota\u00e7\u00e3o musical. (IMS, s\/n, 2022)<\/p>\n\n\n\n<p>Tal declara\u00e7\u00e3o, que evidencia tanto a troca como o fato da composi\u00e7\u00e3o ser de Oct\u00e1vio Dutra, n\u00e3o s\u00f3 refor\u00e7a a pr\u00e1tica recorrente mencionada acima, mas, sobretudo, esclarece o equ\u00edvoco. Oferecido ao flautista ga\u00facho Dante Santoro (1904-1969) com uma imponente dedicat\u00f3ria &#8211; &#8220;Ao Caro Amigo e Eminente Flautista Dante Santoro&#8221; &#8211; , conforme pode ser visto na c\u00f3pia do manuscrito aqui indicado, o choro \u00e9 estruturado na forma rond\u00f3 em tr\u00eas partes (A B C). Embora tenha sido dedicado a um flautista, idiomaticamente falando os compassos 8, 13 e 14 da parte C (Trio) n\u00e3o contemplam a tessitura da flauta, sendo necess\u00e1rio planejar uma estrat\u00e9gia na execu\u00e7\u00e3o, oitavando trechos dos respectivos compassos para que toda a parte ganhe uma unidade. Caso contr\u00e1rio, o Trio teria que ser executado todo uma oitava acima, que embora poss\u00edvel &#8211; sobretudo para o eminente flautista &#8211; talvez possa trazer &#8220;riscos de execu\u00e7\u00e3o&#8221; a outros flautistas. Lamentavelmente n\u00e3o foi encontrado registro discogr\u00e1fico deste choro executado por Dante Santoro, sendo o \u00fanico registro encontrado realizado por Andr\u00e9a Ernest Dias (flauta) e Tom\u00e1s Improta (piano), da gravadora Biscoito Fino, lan\u00e7ado em 2005, constando Pixinguinha como autor. Em conversa com a flautista, este equ\u00edvoco se deu pelo fato de &#8220;S\u00f3 pra Mim&#8221; estar contemplado no \u00e1lbum &#8220;O Melhor de Pixinguinha&#8221;, com a coordena\u00e7\u00e3o por Maria Jos\u00e9 Carrasqueira, revis\u00e3o de Ant\u00f4nio Carlos Carrasqueira e cifras de Edmilson Capelupi, editado pela Irm\u00e3os Vitale, 1997, fonte utilizada por ela e o pianista. Os coordenadores da publica\u00e7\u00e3o, por sua vez, alegam que tal transcri\u00e7\u00e3o j\u00e1 teria sido passada pela editora como tendo sido registrada por Pixinguinha.<\/p>\n\n\n\n<p>Verificando o cat\u00e1logo da Vitale, de fato consta o nome de Pixinguinha atrelado ao choro, tendo como ano de registro 1977, quatro anos ap\u00f3s o falecimento de Pixinguinha e quarenta ap\u00f3s o falecimento de Oct\u00e1vio Dutra. Assim, coube ao tempo e as pesquisas apontarem o equ\u00edvoco revelado pelo Instituto Moreira Salles (IMS) e refor\u00e7ado pelo encontro do manuscrito de Dutra com dedicat\u00f3ria a Dante Santoro, hoje pertencente ao Acervo do Choro de Pelotas, da Universidade Federal de Pelotas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Conclus\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O processo de pesquisa, transcri\u00e7\u00e3o, adapta\u00e7\u00e3o aqui apresentado evidenciam a import\u00e2ncia deste repert\u00f3rio para a compreens\u00e3o do choro como da linguagem a partir de suas fontes prim\u00e1rias e hist\u00f3ricas. Tais transcri\u00e7\u00f5es contribuem tamb\u00e9m para&nbsp; compreens\u00e3o das trocas culturais, dos fluxos de grava\u00e7\u00f5es e dos tr\u00e2nsitos e interc\u00e2mbios entre os m\u00fasicos de choro e a import\u00e2ncia destas trocas para a cria\u00e7\u00e3o do choro como g\u00eanero que de fato se desenvolveu em todo o Brasil de forma integrada e simult\u00e2nea. As an\u00e1lises sobre as obras e sobre os interc\u00e2mbios de composi\u00e7\u00f5es entre Dutra e Pixinguinha refor\u00e7a a import\u00e2ncia destas pr\u00e1ticas produzidas por grupos e compositores como o Terror do Fac\u00f5es e Ot\u00e1vio Dutra no in\u00edcio do s\u00e9culo no Rio Grande do Sul, e traz uma interessante perspectiva de an\u00e1lise sobre estas produ\u00e7\u00f5es a luz dos procedimentos aqui adotados.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>ARAG\u00c3O, Pedro. O Ba\u00fa do Animal: Alexandre Gon\u00e7alves Pinto e O Choro. Tese de Doutorado. UNIRIO, 2011.<\/p>\n\n\n\n<p>______________. Grava\u00e7\u00f5es mec\u00e2nicas no Brasil e em Portugal (1900-1927): entre ind\u00fastria fonogr\u00e1fica, soundscapes e arquivos etnogr\u00e1ficos. Per Musi. Belo Horizonte: UFMG, p. 1-17, 2017.<\/p>\n\n\n\n<p>BESSA, Virg\u00ednia de Almeida. A escuta singular de Pixinguinha: hist\u00f3ria e m\u00fasica popular no Brasil dos anos 1920 e 1930. S\u00e3o Paulo: Alameda, 2010.<\/p>\n\n\n\n<p>CARRASQUEIRA, Maria Jos\u00e9. O Melhor de Pixinguinha: Melodias e Cifras. Rio de Janeiro, Ed. Vitale, 1997.<\/p>\n\n\n\n<p>CARRILHO, Maur\u00edcio, PAES, Anna. Princ\u00edpios do Choro. Rio de Janeiro, EdUERJ, 2003.<\/p>\n\n\n\n<p>DUTRA, Oct\u00e1vio. Teimoso, tango brasileiro, R\u00e9 Maior, Piano. S\u00e3o Paulo, Mangione, 1949. Partitura. 4 p., Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/acervodochorodepelotas\/partituras-carnaval\/teimoso\/\">https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/acervodochorodepelotas\/partituras-carnaval\/teimoso\/<\/a> Acessado em: 28\/06\/2022.<\/p>\n\n\n\n<p>DUTRA, Oct\u00e1vio. Beatriz, valsa, D\u00f3 Menor, Piano. S\u00e3o Paulo, Vitale, 1934. Partitura. 4 p., Dispon\u00edvel em: <a href=\"https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/acervodochorodepelotas\/partituras-carnaval\/beatriz-2\/\">https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/acervodochorodepelotas\/partituras-carnaval\/beatriz-2\/<\/a> Acessado em: 28\/06\/2022.<\/p>\n\n\n\n<p>DUTRA, Oct\u00e1vio. S\u00f3 Pr\u00b4a Mim!.., Polka-Choro, R\u00e9 Menor, Melodia. Porto Alegre, s\/d, Partitura Manuscrita.1 pg. Dispon\u00edvel em:&nbsp; <a href=\"https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/acervodochorodepelotas\/partituras-carnaval\/21372-2\/\">https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/acervodochorodepelotas\/partituras-carnaval\/21372-2\/<\/a> Acessado em: 28\/06\/2022<\/p>\n\n\n\n<p>Instituto Moreira Sales. Acervo Pixinguinha &#8211; Discografia. S\u00f3 pra Mim. Recurso eletr\u00f4nico. Acessado em 2022 em: \u200b\u200b<a href=\"https:\/\/pixinguinha.com.br\/discografia\/so-pra-mim-choro\/\">https:\/\/pixinguinha.com.br\/discografia\/so-pra-mim-choro\/<\/a>, Acessado em: 28\/06\/2022.<\/p>\n\n\n\n<p>SANDRONI, Carlos. Feiti\u00e7o decente \u2013 transforma\u00e7\u00f5es do samba no Rio de Janeiro (1917- 1933). Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor LTDA, 2001.<\/p>\n\n\n\n<p>Sempre Teu. Oct\u00e1vio Dutra (Compositor). Dante Santoro (Int\u00e9rprete, Flauta). Rio de Janeiro, Odeon, 1913, 78 rpm.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00f3 Pra Mim. Pixinguinha (Compositor). Andr\u00e9a Ernest Dias (flauta) e Tom\u00e1s Improta (piano), Rio de Janeiro, Biscoito Fino, 2005.<\/p>\n\n\n\n<p>SOUZA, M\u00e1rcio de. M\u00e1goas do viol\u00e3o: media\u00e7\u00f5es culturais na m\u00fasica de Oct\u00e1vio Dutra (1900-1937). Porto Alegre. 2010. Tese de doutorado. PUCRS.<\/p>\n\n\n\n<p>___________________. Acervo Oct\u00e1vio Dutra (1884-1937): um manancial do choro no Sul do Brasil. In: Revista do Choro de Pelotas, Vol 1, UFPEL, 2020.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>ULH\u00d4A, M. T. A pesquisa e an\u00e1lise da m\u00fasica popular gravada. In: VII Congresso da IASPM-AL, Casa de las Am\u00e9ricas. Havana, Cuba, 2006<\/p>\n\n\n\n<p>VASCONCELLOS, Ary. Carinhoso etc. -Hist\u00f3ria e Invent\u00e1rio do Choro. s\/ed, Rio de Janeiro, 1984.<\/p>\n\n\n\n<p>VEDANA, Hardy. Oct\u00e1vio Dutra na hist\u00f3ria da m\u00fasica de Porto Alegre. Porto Alegre, Fumproarte, 2000.<\/p>\n\n\n\n<p>VELLOSO, Rafael Henrique Soares, et. all. Cadernos do Choro de Pelotas. Pelotas, Ed. UFPEL, 2017.<\/p>\n\n\n\n<p>_____________. Revista do Choro de Pelotas. Pelotas, sem editora, 2021.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>VIANNA, Alfredo da Rocha. S\u00f3 pra mim, Choro, R\u00e9 Menor, Melodia Cifrada. S\u00e3o Paulo, Vitale, 1977. Partitura.<\/p>\n\n\n\n<p>___________________. S\u00f3 pra mim, Choro, R\u00e9 Menor, Melodia, Rio de Janeiro, s\/d s\/d, Partitura Manuscrita.1 pg. Acessado em: <a href=\"https:\/\/pixinguinha.com.br\/discografia\/so-pra-mim-choro\/\">https:\/\/pixinguinha.com.br\/discografia\/so-pra-mim-choro\/<\/a>, Acessado em: 28\/06\/2022.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-resized\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"461\" height=\"623\" src=\"https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/discoteca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2026\/05\/sp-pra-mim-OD.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-285463\" style=\"aspect-ratio:0.75;object-fit:contain;width:724px\" srcset=\"https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/discoteca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2026\/05\/sp-pra-mim-OD.png 461w, https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/discoteca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2026\/05\/sp-pra-mim-OD-296x400.png 296w, https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/discoteca\/wp-content\/uploads\/sites\/6\/2026\/05\/sp-pra-mim-OD-205x277.png 205w\" sizes=\"auto, (max-width: 461px) 100vw, 461px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<figure 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pr\u00e1tica de pesquisa em m\u00fasica popular&nbsp;&nbsp; Rafael Henrique Soares Velloso, Raul Costa d\u2019Avila, Lucas Borba da Silveira, Gustavo Fleury Fina Mustaf\u00e9, Daniel Ortiz de Ortiz O processo de transcri\u00e7\u00e3o, edi\u00e7\u00e3o e performance das composi\u00e7\u00f5es do acervo do porto-alegrense Oct\u00e1vio [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":8,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"tnc_tax_67904":[],"tnc_tax_28706":[],"class_list":["post-285459","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"jetpack_featured_media_url":"","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/discoteca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/285459","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/discoteca\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/discoteca\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/discoteca\/wp-json\/wp\/v2\/users\/8"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/discoteca\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=285459"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/discoteca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/285459\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":285473,"href":"https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/discoteca\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/285459\/revisions\/285473"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/discoteca\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=285459"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/discoteca\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=285459"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/discoteca\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=285459"},{"taxonomy":"tnc_tax_67904","embeddable":true,"href":"https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/discoteca\/wp-json\/wp\/v2\/tnc_tax_67904?post=285459"},{"taxonomy":"tnc_tax_28706","embeddable":true,"href":"https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/discoteca\/wp-json\/wp\/v2\/tnc_tax_28706?post=285459"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}