{"id":5627,"date":"2022-02-18T15:53:59","date_gmt":"2022-02-18T18:53:59","guid":{"rendered":"https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/choropatrimonio\/?post_type=tnc_col_4_item&#038;p=5627"},"modified":"2023-04-25T19:45:53","modified_gmt":"2023-04-25T22:45:53","slug":"roda-do-barraco-do-miro","status":"publish","type":"tnc_col_4_item","link":"https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/choropatrimonio\/rodas-e-locais-de-performance\/roda-do-barraco-do-miro\/","title":{"rendered":"Roda do Barraco do Miro"},"content":{"rendered":"<p>A roda de choro dos irm\u00e3os Miro, Olavo e Rodrigues, no sub\u00farbio do Rio de Janeiro, teve in\u00edcio em 1948 e adentrou os anos 2000, segundo o relato do cavaquinista Abel Luiz. O primeiro instrumento de Olavo era o bandolim, embora tamb\u00e9m tocasse cavaquinho e viol\u00e3o. Por ser canhoto, destacava-se por tocar \u201cao contr\u00e1rio\u201d, ou seja: sem inverter as cordas. Apenas virava o instrumento para o outro lado. Como Abel Luiz conviveu muito com Olavo desde crian\u00e7a,  e tamb\u00e9m \u00e9 canhoto, optou por tocar da mesma forma e achava isso natural. Miro tocava cavaquinho e acordeon, era integrante do conjunto de Altamiro Carrilho, e ainda era compositor de choros e sambas. Rodrigues era violonista de 7 cordas e tocava no Regional do Evandro do Bandolim. Segundo Abel, os irm\u00e3os, que eram da cidade de Ub\u00e1, MG, quando chegaram no Rio de Janeiro, nos anos 1940, ensaiavam no quintal de casa, que inicialmente, era um barraco de madeira, pintado de azul. Da\u00ed o nome da roda. As pessoas que passavam na rua come\u00e7aram a perguntar se podiam entrar pra tocar e acabavam participando da roda, que acontecia aos domingos. O av\u00f4 de Abel Luiz, Luiz Gonzaga da Silva (viol\u00e3o 7 cordas), come\u00e7ou a frequentar a roda em 1954, levado por outro m\u00fasico pandeirista, chamado Z\u00e9 Baiano, que era letrista das m\u00fasicas de Miro. Outros frequentadores ass\u00edduos foram Cidinho (viol\u00e3o 7 cordas), Siqueira (cavaquinho), Jo\u00e3o da Sadia (cavaquinho), o pr\u00f3prio Abel Luiz (cavaquinho), levado por seu av\u00f4, Walmar e seu irm\u00e3o Luiz Claudio (viol\u00e3o 7 cordas), \u00cdndio do Cavaquinho, Primitivo do Pandeiro e \u00cdter do Cavaquinho (do conjunto de Luperce Miranda), Pitanga, Paul\u00e3o 7 Cordas, Sr. Osmar do Cavaco e Guaracy da Velha Guarda da Portela, o flautista \u00c1lvaro Carrilho, Mauricio Carrilho, o flautista Maionese, Milton (cavaquinho centro), Pernambuco (cavaquinho centro), Iza\u00fa (pandeiro e cantor), Irene e Naldir (cantores int\u00e9rpretes das composi\u00e7\u00f5es de Miro), Gabriel Salles (viol\u00e3o 7 cordas), Ronaldinho do Cavaquinho, entre outros.  Os irm\u00e3os Miro, Olavo e Rodrigues chegaram a frequentar as rodas de choro da fam\u00edlia Carrilho em Acari nos anos 1990.<\/p>\n<p>Nos anos 2000, quando Miro ficou doente e n\u00e3o p\u00f4de dar continuidade \u00e0s rodas na sua casa, os vizinhos da rua se organizaram, alugando uma casa de festas na rua uma vez por m\u00eas, vendendo almo\u00e7o para pagar as despesas, para que a roda de choro fosse mantida. Quando a Escola Port\u00e1til ainda funcionava como Oficina de Choro aos s\u00e1bados, na sede da Escola de M\u00fasica da UFRJ, na Lapa, Abel chegou a levar alguns dos m\u00fasicos da Roda do Barraco do Miro l\u00e1. Alguns dos alunos que nunca tinham participado de uma roda de choro no sub\u00farbio, (Guilherme, Felipe Barros, Abdala, Mateus) foram levados por Abel na Roda do Barraco do Miro, junto com \u00c1lvaro e D. Z\u00e9lia Carrilho. V\u00e1rios deles passaram a frequentar a roda por conta pr\u00f3pria depois desse dia.<\/p>\n<p>Abel Luiz acredita que no ambiente do choro, s\u00f3 se descobre a import\u00e2ncia e o sentido do respeito, da oralidade, da ancestralidade e da generosidade, quando se frequenta as rodas. Segundo ele: \u201c\u00e9 nelas que o choro transcende a dimens\u00e3o da execu\u00e7\u00e3o e se torna um modo de perguntar e responder (individual e coletivamente) sobre a vida e o papel que a nossa m\u00fasica tem. Nelas, se aprende sobre iniciar, manter e renovar solidariedades\u201d.<\/p>\n","protected":false},"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","format":"standard","class_list":["post-5627","tnc_col_4_item","type-tnc_col_4_item","status-publish","format-standard","hentry","tnc_tax_606-sudeste-2","tnc_tax_44-rio-de-janeiro"],"jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/choropatrimonio\/wp-json\/wp\/v2\/tnc_col_4_item\/5627","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/choropatrimonio\/wp-json\/wp\/v2\/tnc_col_4_item"}],"about":[{"href":"https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/choropatrimonio\/wp-json\/wp\/v2\/types\/tnc_col_4_item"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/choropatrimonio\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5627"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/choropatrimonio\/wp-json\/wp\/v2\/tnc_col_4_item\/5627\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":37671,"href":"https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/choropatrimonio\/wp-json\/wp\/v2\/tnc_col_4_item\/5627\/revisions\/37671"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/choropatrimonio\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5627"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}