{"id":36341,"date":"2022-02-20T11:36:40","date_gmt":"2022-02-20T14:36:40","guid":{"rendered":"https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/choropatrimonio\/?page_id=36341"},"modified":"2023-10-18T05:22:46","modified_gmt":"2023-10-18T08:22:46","slug":"sobre-o-processo-de-registro-do-choro-como-patrimonio-cultural-brasileiro","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/choropatrimonio\/sobre-o-processo-de-registro-do-choro-como-patrimonio-cultural-brasileiro\/","title":{"rendered":"Sobre o processo de Registro do Choro como Patrim\u00f4nio Cultural Brasileiro"},"content":{"rendered":"\n<p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-huge-font-size\">O processo de registro teve in\u00edcio em 2015, ap\u00f3s a an\u00e1lise e a emiss\u00e3o de uma nota t\u00e9cnica referente \u00e0 proposta apresentada em 2012 pelo Clube do Choro de Bras\u00edlia, amplamente documentada e acompanhada por um abaixo-assinado de diversos m\u00fasicos do pa\u00eds. A nota indicou em seu parecer a dimens\u00e3o nacional do bem e incluiu no pedido a ades\u00e3o de outros n\u00facleos importantes do choro \u2013 como a Casa do Choro do Rio de Janeiro, o Conservat\u00f3rio de M\u00fasica de Recife, o Clube do Choro de Santos e a Escola de Choro de Porto Alegre, que foram posteriormente anexados ao processo. Ap\u00f3s a an\u00e1lise da nota t\u00e9cnica, o Conselho Consultivo do Iphan aprovou em 2015 a instaura\u00e7\u00e3o do processo administrativo que d\u00e1 in\u00edcio formal ao procedimento para o Registro. Em 2019 foi publicado o edital de chamamento p\u00fablico para a Instru\u00e7\u00e3o T\u00e9cnica do Processo de Registro: neste edital, a proposta apresentada pela Associa\u00e7\u00e3o Cultural dos Amigos do Museu do Folclore Edison Carneiro (Acamufec) foi aprovada com o in\u00edcio previsto para mar\u00e7o de 2020, no entanto, esse in\u00edcio precisou ser adiado devido \u00e0 pandemia de Covid-19, O processo t\u00e9cnico de instru\u00e7\u00e3o teve in\u00edcio no segundo semestre de 2020. <\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-huge-font-size\">Durante a primeira etapa, de mobiliza\u00e7\u00e3o, al\u00e9m dos encontros e semin\u00e1rios, que detalharemos, tamb\u00e9m disponibilizamos um formul\u00e1rio para todos aqueles que quisessem se inscrever no processo, a fim de divulgarmos diretamente as a\u00e7\u00f5es de patrimonializa\u00e7\u00e3o. Ao final de 2020, somamos em torno de 140 inscritos, de todo o pa\u00eds, n\u00famero que dobrou com as inscri\u00e7\u00f5es para a sele\u00e7\u00e3o de assistentes de pesquisa realizada no in\u00edcio de 2021. N\u00e3o podemos deixar de mencionar caracter\u00edsticas particulares deste processo, como a realiza\u00e7\u00e3o de reuni\u00f5es semanais (via plataforma on-line) com a equipe de coordena\u00e7\u00e3o e, entre mar\u00e7o e agosto de 2021, com a equipe de pesquisadores, o que tornou a pesquisa particularmente din\u00e2mica e colaborativa. Pretendemos detalhar as etapas nos t\u00f3picos seguintes, tomando como base os pontos anteriormente levantados.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-huge-font-size\">Uma das primeiras etapas do trabalho foi a realiza\u00e7\u00e3o de um mapeamento extensivo, em plataformas on-line e em bibliotecas digitais de universidades p\u00fablicas e privadas de todo o pa\u00eds, o que permitiu mapear 221 documentos \u2013 entre livros, artigos, disserta\u00e7\u00f5es e teses[1]. \u00c9 interessante notar como o choro perpassa diversas \u00e1reas e sub\u00e1reas de conhecimento, havendo pesquisas no \u00e2mbito de disciplinas como Hist\u00f3ria, Sociologia, Antropologia, Letras e, evidentemente, M\u00fasica. No \u00e2mbito da pesquisa em M\u00fasica, o choro evidencia possibilidades de di\u00e1logos entre Etnomusicologia, Musicologia Hist\u00f3rica, Performance e Educa\u00e7\u00e3o Musical, sub\u00e1reas que convergem em torno desse objeto em comum, explorando abordagens diversas que ora focalizam um instrumento, um repert\u00f3rio, um compositor, uma cena, um modo de transmiss\u00e3o musical, uma discografia, dentre v\u00e1rias outras possibilidades de pesquisa. Fato \u00e9 que esse primeiro levantamento evidenciou o que j\u00e1 suspeit\u00e1vamos: a presen\u00e7a not\u00e1vel do choro nas universidades brasileiras, sobretudo no \u00e2mbito da pesquisa, al\u00e9m da amplitude e o aprofundamento da documenta\u00e7\u00e3o de refer\u00eancia e a diversidade de abordagens de pesquisa sobre esse mundo da arte, dire\u00e7\u00f5es que tamb\u00e9m buscamos seguir no processo de patrimonializa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-huge-font-size\">Desse modo, procuramos partir, num primeiro momento, dos representantes do choro que deflagaram o processo de patrimonializa\u00e7\u00e3o, na qualidade de proponentes do registro \u2013 o Clube do Choro de Bras\u00edlia e a Casa do Choro do Rio de Janeiro \u2013, associa\u00e7\u00f5es reconhecidas em \u00e2mbito nacional pelo tempo de atua\u00e7\u00e3o e pelo estabelecimento de redes duradouras. A partir dos contatos estabelecidos por cada uma dessas associa\u00e7\u00f5es, aos poucos ampliamos nossas redes de mobiliza\u00e7\u00e3o da \u201cbase social\u201d do choro, ou seja, de m\u00fasicos, musicistas e demais agentes das comunidades do choro em todo o Brasil. As primeiras reuni\u00f5es foram encontros de \u00e2mbito nacional, que contaram com a participa\u00e7\u00e3o de representantes do choro de todas as regi\u00f5es, e as seguintes foram feitas em \u00e2mbito regional, circunscritas \u00e0 regi\u00e3o Sul, \u00e0 regi\u00e3o Nordeste e \u00e0 regi\u00e3o Norte.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-huge-font-size\">Paralelamente aos encontros de mobiliza\u00e7\u00e3o, desenvolvemos tamb\u00e9m a proposta de realizar semin\u00e1rios semanais on-line que pudessem congregar as comunidades do choro em torno de apresenta\u00e7\u00f5es e discuss\u00f5es de temas de interesse comum, tamb\u00e9m como forma de promover encontros e trocas de experi\u00eancias entre m\u00fasicos e pesquisadores de todo o pa\u00eds. O primeiro ciclo de semin\u00e1rios ocorreu em novembro de 2020, dedicado \u00e0 tem\u00e1tica \u201cAcervos e ensino do choro\u201d, e foi muito importante para a ampla divulga\u00e7\u00e3o do processo. Uma das prerrogativas de cada sess\u00e3o do semin\u00e1rio foi a de \u201cmisturar\u201d representantes de diferentes regi\u00f5es do pa\u00eds, justamente para promover discuss\u00f5es a partir de pontos de vista diversos. No que tange \u00e0 tem\u00e1tica dos acervos do choro, houve ainda o cuidado de se convidar atores sociais que refletissem a diversidade de tipologias de acervos existentes: acervos particulares, acervos p\u00fablicos e acervos privados, nos mais variados graus de institucionaliza\u00e7\u00e3o, de conserva\u00e7\u00e3o e mesmo de materializa\u00e7\u00e3o[2]. J\u00e1 nos encontros sobre o ensino do choro, foram apresentadas pr\u00e1ticas de ensino em escolas, cursos livres, projetos e universidades. Dada a import\u00e2ncia das a\u00e7\u00f5es de ensino, assim como das rodas e dos acervos de choro por todo o Brasil, esses s\u00e3o eixos que foram respons\u00e1veis por estruturar a pesquisa de campo, juntamente com as associa\u00e7\u00f5es e demais lugares de performance, conforme detalharemos adiante.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-huge-font-size\">Realizados \u00e0s segundas-feiras \u00e0 noite, os semin\u00e1rios on-line abordaram tem\u00e1ticas diversas e se tornaram um ponto de encontro semanal de chor\u00f5es e choronas de todo o Brasil. O segundo e o terceiro ciclos de semin\u00e1rios foram realizados entre abril e maio de 2021, tendo respectivamente como tem\u00e1ticas \u201cMem\u00f3rias e cenas do choro\u201d e \u201cMovimentos e coletivos do choro\u201d. Fechando o ciclo de quatro semin\u00e1rios, foi a vez da s\u00e9rie \u201cInstrumentistas\u201d, realizada entre julho e agosto de 2021, com se\u00e7\u00f5es dedicadas a instrumentos espec\u00edficos como Viol\u00e3o, Bandolim, Pandeiro, Flauta, Saxofone e Clarinete, Cavaquinho, Piano e Metais (Trombone, Trompete dentre outros instrumentos das bandas militares e civis), totalizando oito encontros que trouxeram as trajet\u00f3rias de chor\u00f5es e choronas de todo o pa\u00eds. Os semin\u00e1rios proporcionaram n\u00e3o s\u00f3 a apresenta\u00e7\u00e3o de pesquisas e projetos importantes para o choro, como tamb\u00e9m fizeram emergir a diversidade de pr\u00e1ticas e de concep\u00e7\u00f5es do choro, ou seja, suas \u201cresson\u00e2ncias\u201d que articulam os sentidos do patrim\u00f4nio, de acordo com Gon\u00e7alves (2005). Al\u00e9m de proporcionar o di\u00e1logo entre os convidados presentes nas mesas, os semin\u00e1rios proporcionaram um espa\u00e7o virtual de encontro para um p\u00fablico interessado que interagia pelo bate-papo, revendo amigos e saudando chor\u00f5es e choronas conhecidos(as). <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-huge-font-size\">A partir de mar\u00e7o de 2021, paralelamente \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o das entrevistas semanais para o document\u00e1rio, outra frente de trabalho de campo se abriu para a elabora\u00e7\u00e3o de um invent\u00e1rio do choro em cada regi\u00e3o do pa\u00eds: a equipe de pesquisa se expandiu com a contrata\u00e7\u00e3o de oito pesquisadores e pesquisadoras[3], a maioria participantes das redes do choro em suas respectivas cidades. Dessa forma, o trabalho de mapeamento se ramificou de forma colaborativa e foi norteado por quatro eixos de pesquisa: (1) acervos; (2) a\u00e7\u00f5es de ensino; (3) associa\u00e7\u00f5es e clubes; (4) rodas e lugares de performance. O trabalho se estruturou em torno de fichas referentes a cada um desses eixos de pesquisa, a serem completadas pela equipe de pesquisadores a partir de contatos e levantamentos em cada localidade, tendo como refer\u00eancia tamb\u00e9m os mapeamentos preliminares realizados na etapa anterior.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-huge-font-size\">Em um processo experimental, cada uma das fichas foi elaborada e, em seguida, apresentada e discutida com a equipe em reuni\u00f5es semanais, at\u00e9 chegarmos ao modelo a ser adotado. O invent\u00e1rio come\u00e7ou com o mapeamento de acervos, seguido de a\u00e7\u00f5es de ensino, associa\u00e7\u00f5es e, por \u00faltimo, de rodas e de lugares de performance. Nas fichas de acervo, por exemplo, os campos a serem preenchidos referem-se \u00e0 descri\u00e7\u00e3o geral e ao hist\u00f3rico do acervo, \u00e0 indica\u00e7\u00e3o \u2013 se se trata de um acervo institucional ou pessoal \u2013, ao estado e acessibilidade da cole\u00e7\u00e3o e \u00e0s indica\u00e7\u00f5es para o plano de salvaguarda, entre outras informa\u00e7\u00f5es relevantes. Esse invent\u00e1rio detalhado teve in\u00edcio em mar\u00e7o de 2021, com previs\u00e3o de dura\u00e7\u00e3o de seis meses, at\u00e9 agosto de 2021. Nessa etapa foram mapeados 165 acervos, 86 a\u00e7\u00f5es de ensino, 48 associa\u00e7\u00f5es ou clubes de choro e 131 rodas ou lugares de performance em todas as regi\u00f5es do Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-huge-font-size\">Uma das maiores preocupa\u00e7\u00f5es desde o in\u00edcio do processo era a de tornar p\u00fablico este amplo mapeamento de pesquisa realizado ao longo de v\u00e1rios meses por pesquisadores e pesquisadoras locais, de forma a alinhar a pesquisa aos eixos das pol\u00edticas p\u00fablicas de patrim\u00f4nio, que dizem respeito \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de documenta\u00e7\u00e3o como forma de salvaguarda das express\u00f5es culturais que constituem o patrim\u00f4nio das comunidades, o que j\u00e1 se configura portanto como uma forma de salvaguarda do bem cultural. Ainda que soub\u00e9ssemos que os resultados da pesquisa for\u00e7osamente n\u00e3o poderiam ser exaustivos (como identificar, por exemplo, as centenas de rodas organizadas de maneira t\u00e3o din\u00e2mica e fluida por todo o pa\u00eds?), a ideia de apresentar um retorno dos resultados de pesquisa para as centenas de comunidades de choro em todo o Brasil nos pareceu alinhada \u00e0s perspectivas de retorno e responsabilidade social inerentes \u00e0s pr\u00e1ticas etnomusicol\u00f3gicas atuais (L\u00dcHNING &amp; TUGNY, 2016). Da mesma maneira, esse \u201cretorno\u201d da pesquisa \u00e0s comunidades estudadas pretende ser o pontap\u00e9 inicial para um banco de dados que possa ser continuamente alimentado e corrigido pelos pr\u00f3prios chor\u00f5es e choronas de diferentes regi\u00f5es do pa\u00eds. Nesse sentido, foram realizadas reuni\u00f5es com a equipe t\u00e9cnica do Iphan e com os desenvolvedores de um plugin denominado Tainacan, criado pela equipe de pesquisadores coordenada pelo Prof. Dr. Dalton Lopes Martins, da Universidade de Bras\u00edlia (UnB), que atua junto \u00e0 plataforma WordPress para a cria\u00e7\u00e3o de reposit\u00f3rios digitais, e que vem sendo utilizado com sucesso pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). Nosso intuito \u00e9 que o Banco de Dados sobre o processo de patrimonializa\u00e7\u00e3o do choro se torne um grande acervo digital que possa ser \u201ccontinuado\u201d e alimentado por detentores, associa\u00e7\u00f5es e clubes de choro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-huge-font-size\">Nesse processo de registro do choro como patrim\u00f4nio cultural imaterial pelo Iphan, as tr\u00eas principais frentes de pesquisa \u2013 semin\u00e1rios tem\u00e1ticos, depoimentos para o document\u00e1rio, mapeamento e invent\u00e1rio para o banco de dados \u2013 conseguiram fazer emergir vozes diversas de norte a sul do pa\u00eds sobre essa pr\u00e1tica musical ao mesmo tempo din\u00e2mica e perene.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-huge-font-size\">Foram meses de escuta de diversas vozes sobre o choro. N\u00e3o se almeja um consenso sobre sua unicidade nacional, sobre como \u00e9 o choro ou sobre como ele deve ser. Sua resson\u00e2ncia latente aponta para a necessidade de cada vez mais investigar suas hist\u00f3rias silenciadas, assumir sua diversidade \u00e9tnica e de g\u00eanero, valorizar seus mestres e suas particularidades regionais, ampliar as possibilidades de encontro, de di\u00e1logo, de aprendizagem, de pr\u00e1tica, de inven\u00e7\u00e3o. O presente processo de patrimonializa\u00e7\u00e3o busca estabelecer pontes sustent\u00e1veis em di\u00e1logo com redes do choro organizadas, cada qual \u00e0 sua maneira, tendo em vista o protagonismo de seus art\u00edfices, suas m\u00faltiplas demandas e as leg\u00edtimas reivindica\u00e7\u00f5es de reconhecimento e de salvaguarda.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-huge-font-size\">Por fim, entre novembro e dezembro de 2021, foram realizadas seis reuni\u00f5es t\u00e9cnicas com a participa\u00e7\u00e3o de chor\u00f5es e choronas de cada regi\u00e3o do pa\u00eds, com o objetivo de restitui\u00e7\u00e3o da pesquisa e de discuss\u00e3o das recomenda\u00e7\u00f5es para a salvaguarda do choro. Tais reuni\u00f5es ser\u00e3o mencionadas ao final deste Dossi\u00ea, junto \u00e0 carta de recomenda\u00e7\u00f5es de salvaguarda referente aos quatro eixos da pesquisa, produzida pelos participantes ao longo dos seis encontros.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-huge-font-size\">A pesquisa de campo realizada no decorrer de 2021 \u2013 que originou o Invent\u00e1rio Nacional do Choro a ser detalhado a seguir \u2013 buscou mapear de forma ampla, tanto hist\u00f3rica como geograficamente, a rede nacional do choro a partir de quatro eixos de investiga\u00e7\u00e3o: (1) acervos; (2) a\u00e7\u00f5es de ensino; (3) associa\u00e7\u00f5es e clubes; e (4) rodas e lugares de performance (apresentado na se\u00e7\u00e3o anterior). Como resultado desse esfor\u00e7o, foi produzido um banco de dados, cujo objetivo principal \u00e9 o aux\u00edlio na Instru\u00e7\u00e3o do Registro do Choro como Patrim\u00f4nio Cultural pelo Iphan, al\u00e9m da implementa\u00e7\u00e3o do plano de salvaguarda, possibilitando o retorno de partes essenciais da pesquisa realizada no \u00e2mbito deste processo aos m\u00fasicos e \u00e0s associa\u00e7\u00f5es dedicadas ao choro.<br>O banco de dados, hospedado no projeto Acervos Virtuais da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), tamb\u00e9m contou com a contribui\u00e7\u00e3o de diversas institui\u00e7\u00f5es como a Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) e a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), bem como a Casa do Choro, o Clube do Choro de Bras\u00edlia e os coletivos e associa\u00e7\u00f5es aqui representadas, dentre outras institui\u00e7\u00f5es que se somaram \u00e0 rede. <\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-huge-font-size\">O banco de dados pode ser acessado atrav\u00e9s do link:<br><a href=\"https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/choropatrimonio.\">https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/choropatrimonio<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"has-huge-font-size\">A implementa\u00e7\u00e3o do banco de dados, a partir do Registro do Choro como Patrim\u00f4nio Imaterial do Brasil, tem como premissa a cria\u00e7\u00e3o de um sistema que permita a contribui\u00e7\u00e3o cont\u00ednua de grupos, institui\u00e7\u00f5es e associa\u00e7\u00f5es de todo o pa\u00eds, al\u00e9m de auxiliar esses coletivos no processo de acompanhamento das a\u00e7\u00f5es de salvaguarda a serem coordenadas pelo Iphan, envolvendo as diferentes comunidades do choro do pa\u00eds, atrav\u00e9s da cria\u00e7\u00e3o de redes colaborativas e da pesquisa-a\u00e7\u00e3o. A proposta \u00e9, portanto, que a base seja continuamente atualizada e ampliada. Disponibilizado de forma on-line e gratuita, a exist\u00eancia do Invent\u00e1rio Nacional do Choro permite democratizar o conhecimento acerca dos modos de cria\u00e7\u00e3o de valor (conhecimento vivo) mantidos pelas fam\u00edlias de chor\u00f5es e choronas, por clubes do choro, por escolas de choro. Disponibiliz\u00e1-lo \u00e9 tamb\u00e9m democratizar o conhecimento acad\u00eamico produzido nos programas de pesquisa ligados a universidades e institui\u00e7\u00f5es federais, por meio da manuten\u00e7\u00e3o e da amplia\u00e7\u00e3o do banco de dados de forma inclusiva e, dentro do poss\u00edvel, mais representativa dessa manifesta\u00e7\u00e3o musical brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image alignfull size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"2000\" height=\"685\" src=\"https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/choropatrimonio\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2023\/03\/Rodape\u0301.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-37555\" srcset=\"https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/choropatrimonio\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2023\/03\/Rodape\u0301.jpg 2000w, https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/choropatrimonio\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2023\/03\/Rodape\u0301-300x103.jpg 300w, https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/choropatrimonio\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2023\/03\/Rodape\u0301-1024x351.jpg 1024w, https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/choropatrimonio\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2023\/03\/Rodape\u0301-768x263.jpg 768w, https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/choropatrimonio\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2023\/03\/Rodape\u0301-1536x526.jpg 1536w, https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/choropatrimonio\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2023\/03\/Rodape\u0301-205x70.jpg 205w, https:\/\/acervosvirtuais.ufpel.edu.br\/choropatrimonio\/wp-content\/uploads\/sites\/11\/2023\/03\/Rodape\u0301-480x164.jpg 480w\" sizes=\"auto, (max-width: 2000px) 100vw, 2000px\" \/><\/figure>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O processo de registro teve in\u00edcio em 2015, ap\u00f3s a an\u00e1lise e a emiss\u00e3o de uma nota t\u00e9cnica referente \u00e0 proposta apresentada em 2012 pelo Clube do Choro de Bras\u00edlia, amplamente documentada e acompanhada por um abaixo-assinado de diversos m\u00fasicos do pa\u00eds. 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